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Integrantes de facção são condenados a mais de 90 anos de prisão por duplo homicídio em Guarantã do Norte

Crime ocorreu após a Expotã 2022 e, segundo as investigações, teria ligação com disputa pelo tráfico de drogas na região.

Escrito por Samantha Quinzani

11 MAR 2026 - 11H40

Dois integrantes de uma facção criminosa foram condenados pelo Tribunal do Júri de Guarantã do Norte por participação no assassinato de dois homens e pela ocultação dos corpos das vítimas. Somadas, as penas ultrapassam 90 anos de prisão.

Keulis Jhoni de Souza Cordeiro recebeu condenação de 52 anos, 8 meses e 15 dias de reclusão. Já Luan Cardoso foi sentenciado a 42 anos e 4 meses de prisão. A Justiça determinou que ambos cumpram a pena inicialmente em regime fechado e não concedeu o direito de recorrer em liberdade.

O julgamento foi realizado no dia 27 de fevereiro. Os jurados acataram a denúncia apresentada pelo Ministério Público, que apontou que os crimes foram cometidos por motivo torpe, com extrema violência e de forma que dificultou qualquer possibilidade de defesa das vítimas.

De acordo com as investigações, o duplo homicídio ocorreu em julho de 2022, após a realização da Expotã daquele ano. Na ocasião, Haroldo Júnior Barboza de Souza teria sido forçado a entrar em um veículo pelos criminosos. Em seguida, Marcionílio Riselo Neto também foi abordado pelo grupo.

As vítimas foram levadas pela BR-163 até uma área rural do município, nas proximidades das regiões conhecidas como Linha Cachoeirinha e Linha Santo Antônio. Durante o trajeto, conforme apontado na investigação, os dois teriam sido submetidos a agressões físicas e psicológicas.

Marcionílio foi morto primeiro, após sofrer diversos golpes de picareta na cabeça. Posteriormente, parte dos envolvidos retornou à cidade para adquirir soda cáustica, substância que teria sido utilizada na tentativa de dificultar a identificação do corpo, que foi escondido em uma área de mata.

Haroldo Júnior também acabou assassinado. Segundo o processo, ele foi agredido com golpes da mesma ferramenta e ainda teria sido forçado a ingerir a substância antes de ser enterrado em uma cova rasa.

A apuração do caso indica que o crime teria ligação com disputas relacionadas ao tráfico de drogas sintéticas na região, já que as vítimas estariam comercializando entorpecentes sem autorização da organização criminosa.

Durante o julgamento, a promotoria apresentou laudos periciais, depoimentos e diversos elementos reunidos ao longo da investigação da Polícia Civil, incluindo imagens de câmeras de segurança, registros em redes sociais e informações recebidas de forma anônima.

Outros dois suspeitos de envolvimento no crime já haviam sido julgados e condenados anteriormente, em 2024, em um processo separado.

Fonte: PORTAL 163

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Por Samantha Quinzani, em Justiça

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