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Brasil registra 13 casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas em 2026; 22 ocorrências seguem sob investigação

Substância tóxica já causou mortes em São Paulo e Mato Grosso neste ano; autoridades alertam para os riscos do consumo de bebidas de procedência duvidosa

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Escrito por Samantha Quinzani

18 JUN 2026 - 15H57

O Brasil confirmou 13 casos de intoxicação por metanol associados ao consumo de bebidas alcoólicas em 2026, enquanto outros 22 seguem sob investigação. Os dados são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), consolidados pelo Ministério da Saúde até o dia 9 de junho.

O metanol é um tipo de álcool utilizado em processos industriais, como a fabricação de solventes e produtos químicos. Quando ingerido, pode provocar graves danos ao organismo. Inicialmente metabolizado pelo fígado, ele se transforma em substâncias altamente tóxicas que afetam o sistema nervoso central, o nervo óptico e diversos órgãos, podendo causar cegueira, insuficiência renal e pulmonar, coma e até a morte.

Em 2025, foram confirmados 76 casos de intoxicação por metanol relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas no país, resultando em 25 mortes. A maior parte dos registros ocorreu no estado de São Paulo.

Entre os casos mais recentes está o de Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, morador de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. O jovem morreu no último domingo (14), após quase dez meses convivendo com sequelas provocadas pela ingestão de gin contaminado. O sepultamento ocorreu na segunda-feira (15).

Também nesta semana, a Prefeitura de Querência, no nordeste de Mato Grosso, confirmou a morte de uma mulher de 37 anos em decorrência de intoxicação por metanol. Exames periciais detectaram a presença da substância no organismo da vítima.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a mulher procurou atendimento médico no dia 6 de junho apresentando sintomas como falta de ar, dores abdominais e mal-estar. Diante do caso, o município reforçou o alerta para que pessoas que tenham consumido bebidas alcoólicas e apresentem sinais como náuseas, vômitos, alterações visuais, tontura ou dificuldade respiratória procurem atendimento médico imediatamente.

  • Estados com mais registros

De acordo com os dados do Sinan, São Paulo lidera o número de casos confirmados em 2026, com seis ocorrências. Em seguida aparecem Pernambuco, com três casos, Goiás, com dois, e Bahia e Minas Gerais, com um caso cada.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo orienta que bares, distribuidoras e estabelecimentos comerciais reforcem os cuidados na aquisição de bebidas, verificando a procedência dos produtos comercializados.

Para a população, a recomendação é adquirir apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal. A pasta também alerta que sintomas como dor abdominal intensa, tontura, alterações visuais e confusão mental exigem atendimento médico imediato. Segundo especialistas, o socorro nas primeiras seis horas após o início dos sintomas é fundamental para reduzir o risco de sequelas graves.

O Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI-SP) disponibiliza orientação e apoio por meio dos telefones (11) 5012-5311 e 0800 771 3733.

  • Orientações para evitar riscos

Em nota, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) informou que mantém ações permanentes de orientação aos estabelecimentos do setor para reforçar a segurança na compra e comercialização de bebidas.

Entre as recomendações estão a aquisição de produtos apenas de fornecedores confiáveis, a exigência de nota fiscal, a verificação da integridade de lacres e embalagens e a comunicação imediata às autoridades em caso de suspeita de adulteração.

A entidade também destaca o portal Bebida Legal, que reúne materiais educativos e orientações sobre boas práticas para identificação de possíveis fraudes e prevenção de intoxicações. Para os consumidores, a principal orientação é priorizar estabelecimentos formalizados, que trabalham com produtos adquiridos por canais regulares e seguem padrões adequados de armazenamento e manuseio.

Fonte: G1

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Por Samantha Quinzani, em Saúde

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