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Quadrilha que atacou Confresa tinha histórico em crimes no Brasil e fora do país

Grupo investiu milhões na ação, mas fracassou ao tentar roubar transportadora de valores em Mato Grosso

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Escrito por Samantha Quinzani

14 ABR 2026 - 18H33

A Polícia Civil divulgou no domingo (12) novos detalhes sobre os criminosos envolvidos no ataque à cidade de Confresa, em Mato Grosso. Segundo as investigações, os integrantes da quadrilha já tinham participação em crimes de grande porte no Brasil e até no exterior.

O ataque aconteceu no dia 9 de abril de 2023, quando cerca de 20 homens armados invadiram a cidade em uma ação coordenada, no estilo “domínio de cidades”. O principal alvo era uma transportadora de valores.

Mesmo usando explosivos de alta potência, o grupo não conseguiu acessar o cofre e acabou fugindo, deixando parte dos equipamentos para trás.

As informações fazem parte da terceira fase da Operação Pentágono, que cumpriu 27 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e determinou o bloqueio de 40 contas bancárias.

De acordo com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a quadrilha era formada por criminosos experientes.

Um dos principais nomes era Francivaldo Moreira Pontes, conhecido como “Velho Ban”, apontado como líder do grupo. Ele coordenava toda a operação, desde o planejamento até a parte financeira.

Segundo a polícia, ele já era conhecido por envolvimento em grandes assaltos a bancos e estava foragido desde 2015, usando identidades falsas para se esconder.

As investigações apontaram ainda que ele comprou equipamentos táticos no Pará dias antes do ataque e se reuniu com outros criminosos no Maranhão. O dinheiro obtido com crimes era lavado por meio da compra de gado e propriedades rurais.

Francivaldo morreu em novembro de 2024 durante confronto com policiais no Pará.

Outro integrante importante, conhecido como “Pinga”, também fazia parte do comando da quadrilha e já tinha histórico no chamado “novo cangaço”, incluindo participação em uma tentativa de roubo milionário em Araçatuba (SP), em 2021.

Mesmo preso antes do ataque, ele já havia deixado toda a logística organizada.

Outro investigado era responsável pelos veículos usados na ação e soma mais de 170 anos de prisão por outros crimes, incluindo um assalto a uma transportadora em Santos (SP).

As investigações também ligam esse suspeito a um roubo internacional no Paraguai e a ataques a caixas eletrônicos em São Paulo.

Uma mulher também é investigada por ajudar no planejamento do crime e na ocultação de bens da quadrilha.

Investimento alto e resultado baixo

Segundo a polícia, o grupo investiu mais de R$ 3,5 milhões na ação e esperava roubar entre R$ 30 milhões e R$ 60 milhões.

No entanto, o plano fracassou. Os criminosos levaram apenas cerca de R$ 2 mil.

O sistema de segurança do cofre liberou gás no local, impedindo o acesso, e a ação demorou mais do que o previsto.

Organização do grupo

As investigações mostram que a quadrilha era bem estruturada, dividida em seis núcleos, responsáveis por comando, planejamento, execução e apoio em diferentes estados.

Fonte: G1MT

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Por Samantha Quinzani, em Polícia

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