A Justiça de Mato Grosso determinou o retorno de Lumar Costa da Silva à internação psiquiátrica. Ele é o autor do assassinato da própria tia, crime no qual arrancou o coração da vítima. Após receber alta do Centro Integrado de Atenção Psicossocial à Saúde (CIAPS) Adauto Botelho, em Cuiabá, há cerca de cinco meses, ele passou a morar em São Paulo com o pai.
A decisão, assinada pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, na última terça-feira (11), ordena que Lumar seja reconduzido ao Adauto Botelho para nova avaliação médica.
O magistrado destacou que Lumar teria se envolvido em um caso de violência doméstica contra uma mulher e que há sinais de agravamento do quadro psiquiátrico, além da possível interrupção do uso de medicamentos. Esses fatores representam, segundo a decisão, uma “grave violação das condições impostas para a alta” e indicam risco de “reiteração de comportamento violento”.
Com isso, o juiz determinou a retomada do tratamento em ambiente controlado, ressaltando que Lumar não pode ser enviado a uma unidade prisional comum. Ele vivia em Campinas (SP), sob os cuidados do pai, e recebia acompanhamento no CAPS. Na época da alta, mesmo com diagnóstico de transtorno mental crônico e avaliação de periculosidade, a equipe considerou que seu quadro poderia ser manejado com atendimento multiprofissional contínuo — condição que, conforme a Justiça, deixou de ser cumprida.
Lumar matou Maria Zélia da Silva, de 55 anos, em julho de 2019, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. Após o assassinato, ele retirou o coração da vítima e o entregou à filha dela. Em 2022, foi absolvido e encaminhado para internação por tempo indeterminado devido ao risco que representava à sociedade.
Relembre o caso
Lumar havia chegado a Mato Grosso poucos dias depois de tentar matar a própria mãe em Campinas (SP). Na época, o delegado André Ribeiro descreveu o comportamento dele como “repugnante” e “perturbado”.
De acordo com a Polícia Civil, ele chegou ao estado em 28 de junho de 2019 para morar com a tia e chegou a distribuir currículos pela cidade. A família relatava que ele era inteligente e bilíngue, mas usuário de drogas. As atitudes dele incomodavam a vítima, que era religiosa. A família chegou a providenciar uma quitinete para que ele deixasse a casa.
No dia 10 de julho, após prestar depoimento, ele afirmou à imprensa que teria ouvido “vozes do universo” orientando-o a cometer o crime. Ele confessou o homicídio e disse não sentir arrependimento.
Posteriormente, foi transferido para a penitenciária de Sinop, onde tentou enforcar outro detento durante o transporte.
Laudos psiquiátricos
Um laudo de 2020 apontou que Lumar tem transtorno afetivo bipolar e não possui condições de conviver em sociedade. Um segundo documento, considerado incompleto pela Justiça, não apresentou conclusões.
O terceiro laudo, do psiquiatra forense Rafael de Paula Giusti, concluiu que o réu apresenta características compatíveis com Transtorno Afetivo Bipolar tipo I, conforme critérios do DSM-5, incluindo períodos de humor expansivo, autoestima exacerbada e agitação, alternados com fases de depressão profunda.
Fonte: G1MT
Prefeito de Juara se manifesta sobre relatório da CPI da Saúde e afirma que gestão irá colaborar com a Justiça
O prefeito ressaltou que a administração municipal tem compromisso com a transparência e afirmou que está à disposição do Ministério Público e da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários.
Fim de semana de Carnaval em MT tem 12 ocorrências de violência doméstica contra mulheres
MT bate recorde histórico na exportação de carne bovina em um único mês
Boleto
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.