O ex-prefeito de Juara, Carlos Sirena, divulgou nesta quinta-feira (26) uma carta aberta à população para esclarecer pontos sobre o contrato da coleta de lixo do município, firmado no dia 30 de dezembro de 2024.
No documento, Sirena afirma que o processo não foi realizado de forma imediata, mas sim resultado de um planejamento que começou mais de dois anos antes. Segundo ele, a necessidade surgiu após recomendação do Tribunal de Contas, que apontou a obrigação de o município adequar o sistema de coleta e destinação de resíduos, visando atender às exigências ambientais e evitar a contaminação no lixão.
De acordo com o ex-prefeito, Juara produz cerca de 660 mil quilos de lixo por mês, o que exige uma estrutura adequada para coleta e destinação em aterro sanitário. Ele destaca que o projeto foi desenvolvido com apoio técnico, estudos para parcerias público-privadas e passou por audiência pública, permitindo a participação da população e autoridades.
A carta também menciona que, após a elaboração do projeto, foi aberto processo licitatório para que empresas interessadas pudessem concorrer, sendo escolhida aquela que apresentou a melhor proposta dentro das exigências estabelecidas.
Sirena ressalta ainda que o contrato assinado no fim de sua gestão não obrigava a administração seguinte a dar continuidade ao modelo. Segundo ele, o novo gestor poderia optar por alternativas, desde que dentro da legalidade.
Outro ponto abordado é o custo do serviço. O ex-prefeito afirma que, durante sua gestão, havia viabilidade financeira para execução do contrato sem a necessidade de criação de taxa de lixo.
Na parte final do documento, Sirena também comenta o cenário atual, afirmando que, após mais de um ano da nova gestão, não houve avanços significativos na questão e critica a atribuição de responsabilidades à sua administração.
O ex-prefeito encerra a carta defendendo sua trajetória à frente do município e reforçando que todas as decisões foram tomadas visando o futuro de Juara.
Fonte: Carlos Sirena
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