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MAIO LARANJA: “A maioria dos agressores são pessoas confiáveis dentro da família”, revela conselheira sobre abuso infantil em Juara

No mês de maio, as atenções se voltam para a campanha Maio Laranja, período dedicado à conscientização e ao combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

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Escrito por Welliton Medeiros

13 MAI 2026 - 12H21 (Atualizada em 13 MAI 2026 - 12H50)

Maio Laranja: Uma Luta Diária

Embora maio seja o mês de maior visibilidade devido às campanhas nacionais, Eliana ressalta que o Conselho Tutelar lida com essa violação de direitos durante todo o ano.

"Não é só neste mês. Recebemos denúncias sobre este tema o ano todo. Trabalhamos em uma rede de proteção onde cada órgão faz o seu papel para retirar a criança da situação de risco e garantir sua proteção", afirma a conselheira.

Estatísticas Preocupantes

Ao ser questionada sobre os dados locais, a conselheira trouxe uma realidade dolorosa. Segundo ela, os índices são altos e constantes, com novos casos surgindo semanalmente.

Perfil do Agressor: Eliana revela que o percentual maior de abusos é cometido por pessoas de confiança da vítima, geralmente dentro do próprio núcleo familiar.

Subnotificação: Muitos casos não chegam à imprensa por serem processos sigilosos que correm sob segredo de justiça para preservar as vítimas.

Aumento em Maio: Curiosamente, as estatísticas costumam subir neste mês porque, com as palestras e o debate nas escolas, as crianças e adolescentes sentem-se mais seguros para relatar o que estão vivendo aos professores.

O Fluxo da Proteção: O que acontece após a denúncia?

Muitas pessoas acreditam que o papel do Conselho termina na denúncia, mas Eliana explica que o acompanhamento é longo.

Identificação e Encaminhamento: Uma vez constatado o fato, o caso é enviado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário (Juizado da Infância e Juventude).

Rede de Apoio: A vítima e a família são encaminhadas para órgãos como o CREAS, CRAS e CERO, onde recebem acompanhamento psicológico e assistência social.

Investigação: As polícias Militar e Civil atuam para desvendar os fatos e responsabilizar os agressores.

Acompanhamento Pós-Caso: O Conselho continua monitorando a família até que a situação esteja amenizada, buscando cicatrizar as marcas deixadas pela violência.

Como Denunciar

A conselheira reforça que denunciar é um dever de todos (família, sociedade e Estado), conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Canais Anônimos: É possível denunciar de forma totalmente sigilosa pelo Disque 100 ou pelo telefone funcional do Conselho Tutelar de Juara.

Escolas: Professores e coordenadores são aliados fundamentais no recebimento dessas demandas.

"Acompanhamos a família até que tudo finde. É uma cicatriz que tentamos amenizar com apoio técnico, na esperança de que esse trauma não defina o futuro desse jovem", finaliza Eliana.

Fonte: CONSELHO TUTELAR

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