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Operação do Gaeco apura desvio de R$ 140 milhões em grãos e cumpre 180 medidas em cidades de MT e outros estados

As diligências ocorrem simultaneamente em Cuiabá, Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Colíder, Nova Ubiratã, Boa Esperança do Norte e Campo Verde.

Escrito por Samantha Quinzani

25 FEV 2026 - 11H54

O Ministério Público de Mato Grosso, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quarta-feira a Operação Safra Desviada para investigar um esquema de desvio de grãos que teria causado prejuízo estimado em R$ 140 milhões a um grupo empresarial e a outras empresas do setor.

Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 180 medidas cautelares. As diligências ocorrem simultaneamente em Cuiabá, Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Colíder, Nova Ubiratã, Boa Esperança do Norte e Campo Verde. Também há ordens judiciais sendo cumpridas nos estados do Paraná, São Paulo, Pernambuco e Maranhão.

Entre as determinações estão o bloqueio de contas bancárias de 56 investigados, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões, além do sequestro de mais de 70 veículos, entre caminhões, carretas e automóveis.

A operação também cumpre 80 mandados de busca e apreensão em residências, fazendas, empresas e outros imóveis ligados aos alvos da investigação. A Justiça ainda determinou a indisponibilidade de imóveis pertencentes a 20 pessoas físicas e jurídicas, além do afastamento dos sigilos bancário e fiscal de mais de 45 investigados.

De acordo com o Gaeco, as apurações apontam para suspeitas de organização criminosa, furto qualificado, estelionato contra idoso, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

O esquema investigado envolveria o desvio sistemático de soja, milho e algodão, manipulação de registros internos, movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos e o uso de empresas para dissimular a origem dos valores.

A Justiça também autorizou a extração de dados de celulares, computadores, mídias externas e informações armazenadas em nuvem. Outro ponto que chama atenção é o bloqueio de contas em plataformas de apostas, diante de indícios de que esses serviços teriam sido utilizados para movimentação e ocultação de recursos.

Segundo o Gaeco, há indícios de um esquema estruturado e dividido em núcleos, com manipulação contábil, empresas de fachada e transações financeiras consideradas atípicas.

A operação mobiliza mais de 180 policiais militares de Mato Grosso, 50 integrantes do Gaeco e 12 policiais civis de Sorriso, além do apoio de forças de segurança estaduais e dos Gaecos do Paraná, Maranhão, Pernambuco e São Paulo.

Fonte: SECOM-MT

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