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Colíder: investigador da Polícia Civil é preso suspeito de esquema de corrupção na delegacia

Ele é suspeito de envolvimento em crimes de corrupção passiva, concussão, violação de sigilo funcional e tentativa de fraude processual.

Escrito por Samantha Quinzani

05 FEV 2026 - 18H58

A Polícia Civil de Colíder, confirmou o cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra um investigador de 48 anos. Ele é suspeito de envolvimento em crimes de corrupção passiva, concussão, violação de sigilo funcional e tentativa de fraude processual. A ordem judicial foi expedida pela juíza Laura Dorilêo Cândido, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, em Sinop.

Além da prisão, a investigação resultou no cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar, quebra de sigilo telemático e afastamento cautelar do servidor de suas funções. Conforme apurado, o policial é suspeito de integrar um esquema dentro da delegacia para a indicação de advogados a custodiados, em troca de vantagens financeiras.

Em depoimento, uma das vítimas — uma advogada — relatou que a relação com o investigador teve início, quando ele sugeriu a um custodiado que aproveitasse a presença dela na delegacia para conversar. Após o contato, o detido acabou contratando seus serviços para a defesa judicial.

Segundo o relato, posteriormente o suspeito revelou a existência do esquema de indicações e afirmou que profissionais que se recusassem a participar seriam “queimados”, o que prejudicaria sua reputação. A partir disso, teriam começado os repasses de valores decorrentes das indicações.

Mesmo após a descoberta das irregularidades, o investigador ainda teria procurado a advogada para orientá-la sobre como deveria prestar possíveis declarações, afirmando que “se um caísse, todos cairiam”. Ele também teria sugerido que o telefone da vítima pudesse estar grampeado e orientado a troca do aparelho.

Diante dos fatos, o Ministério Público representou pela prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça. Na decisão, a magistrada destacou a necessidade de evitar a interferência do suspeito nas investigações e na colheita de provas, além de permitir a identificação de outros possíveis envolvidos e vítimas, uma vez que há indícios de que o esquema possa ser mais amplo e envolver outros servidores públicos.

Fonte: PJC - MT

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Por Samantha Quinzani, em Polícia

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