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Tarcísio sai em defesa de monitor de escola cívico-militar após erro de português: “Quem não erra?”

Durante a atividade, palavras como “descançar” e “continêcia” foram escritas de forma incorreta no quadro. “Descansar” apareceu com “ç” no lugar do “s”, enquanto “continência” foi escrita sem a letra “n”.

Escrito por Samantha Quinzani

06 FEV 2026 - 18H38

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu os monitores militares de uma escola cívico-militar de Caçapava, no interior do estado, após a repercussão de erros de português cometidos durante a aula inaugural da unidade. Segundo ele, os equívocos não envolvem professores da rede estadual.

Em entrevista a uma Tv local, Tarcísio afirmou que os monitores não exercem função pedagógica e, por isso, não devem ser cobrados como docentes. “Quem não erra? Você trabalha com comunicação, você nunca errou? Ele estava ensinando ordem unida. Ele não está lá para dar aula. Ele está lá para ensinar postura”, disse.

De acordo com o governador, o papel dos monitores militares é orientar os estudantes quanto à disciplina, comportamento e valores cívicos, sem interferir no conteúdo pedagógico, que continua sob responsabilidade exclusiva dos professores da rede estadual.

“O que ele estava tentando ali era estimular uma atitude de respeito: apresentar a turma ao professor, cantar o hino nacional, hastear a bandeira. Qual o problema disso? Ele vai entrar na pedagogia? Vai dar aula? Não. Para isso nós temos professores, que passam por formação continuada”, afirmou.

Tarcísio também lamentou o erro de escrita, mas disse que o monitor não deve ser “crucificado” por isso. “Cometer um erro no quadro não é legal, claro. Mas eles não estão lá para isso, eles não são professores. O foco é trabalhar outras habilidades, como respeito, civilidade e civismo. No final, tenho certeza de que o resultado será positivo”, declarou.

Segundo o governador, a proposta do modelo cívico-militar é fortalecer valores como respeito ao professor, convivência em sala de aula e valorização dos símbolos nacionais, sem qualquer interferência no ensino pedagógico. “Essa é a finalidade. Não tem nada a ver com a questão pedagógica”, concluiu.

O caso

Os erros de português foram registrados durante a aula inaugural da Escola Estadual Professora Luciana Damas Bezerra, em Caçapava, e revelados pelo site de notícias. A monitoria era conduzida por policiais militares aposentados, responsáveis por orientar os alunos sobre ordem unida, conjunto de comandos e movimentos padronizados da rotina militar.

Durante a atividade, palavras como “descançar” e “continêcia” foram escritas de forma incorreta no quadro. “Descansar” apareceu com “ç” no lugar do “s”, enquanto “continência” foi escrita sem a letra “n”.

Em determinado momento, o tenente responsável pela escrita foi chamado até a porta da sala. Ao retornar, corrigiu a palavra “descansar” e, depois de conversar com outra pessoa dentro da sala, ajustou também a grafia de “continência”. O flagrante foi registrado pela equipe da Tv local.

Na ocasião, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que todo o conteúdo pedagógico é elaborado e aplicado pelos professores da escola. Já os monitores atuam apenas na orientação de atividades ligadas à disciplina e à promoção de valores cívicos.

A pasta também destacou que os monitores do Programa Escola Cívico-Militar passam por avaliações semestrais de desempenho, que analisam a adaptação e a permanência em cada unidade.

Ao todo, 11 escolas estaduais do Vale do Paraíba e região iniciaram 2026 dentro do modelo cívico-militar. As unidades estão distribuídas em 10 municípios, com policiais militares aposentados atuando no acompanhamento dos estudantes.

Fonte: G1

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Por Samantha Quinzani, em Educação

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