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Desemprego cai em seis estados no 4º trimestre de 2025 e Brasil registra 5,1%, aponta IBGE

O Ministério Público do Trabalho instaurou 111 procedimentos relacionados ao trabalho infantil em Mato Grosso ao longo de 2025, com destaque para a capital que concentrou o maior número.

Escrito por Samantha Quinzani

20 FEV 2026 - 18H29

A taxa de desemprego recuou em seis estados brasileiros no quarto trimestre de 2025, de acordo com dados da Pnad Contínua Trimestral divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No país, a desocupação ficou em 5,1% no período — abaixo dos 5,6% registrados no trimestre anterior e 1,1 ponto percentual menor que no mesmo período de 2024, quando era de 6,2%.

Na comparação com os três meses anteriores, a taxa caiu em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Distrito Federal, Paraíba e Ceará. Nos demais estados, o índice permaneceu estável.

Os maiores percentuais de desemprego foram registrados em Pernambuco (8,8%) e no Amapá (8,4%), seguidos por Alagoas, Bahia e Piauí, todos com 8%. Já as menores taxas apareceram em Santa Catarina (2,2%) e em Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso (2,4%).

Diferenças por gênero, raça e escolaridade:

Os dados mostram que o desemprego segue mais alto entre as mulheres:

  • Homens: 4,2%
  • Mulheres: 6,2%

Por cor ou raça, apenas pessoas brancas ficaram abaixo da média nacional (4%). Entre pessoas pretas (6,1%) e pardas (5,9%), o índice foi superior aos 5,1% do país.

A escolaridade também influencia diretamente na taxa de desocupação:

  • Ensino superior completo: 2,7%
  • Ensino superior incompleto: 5,6%
  • Ensino médio incompleto: 8,7%

No fim do ano, 1,1 milhão de pessoas buscavam trabalho há dois anos ou mais — número 19,6% menor que no mesmo período de 2024. Entre os que procuravam emprego há menos de um mês, também eram 1,1 milhão, queda de 23,1% na comparação anual.

Desigualdades regionais

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 13,4% no país. O maior nível foi registrado no Piauí (27,8%) e o menor em Santa Catarina (4,4%).

O percentual de pessoas que desistiram de procurar trabalho foi de 2,4%. O Maranhão teve a maior proporção (9,1%) e Santa Catarina, a menor (0,3%).

Entre os trabalhadores do setor privado, 74,4% tinham carteira assinada. Santa Catarina liderou (86,3%) e o Maranhão teve o menor percentual (52,5%).

A taxa de informalidade atingiu 37,6% da população ocupada. O Maranhão apresentou o maior nível (57,3%) e Santa Catarina, o menor (25,7%).

Menor nível da série histórica

No resultado anual, o desemprego caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025 — o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. Em 20 estados, a taxa também foi a mais baixa já registrada.

Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%) tiveram os menores índices anuais. Já Piauí (9,3%), Bahia e Pernambuco (8,7%) e Amazonas (8,4%) registraram as maiores taxas.

Renda média cresce

Em 2025, o rendimento médio anual habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.560 no país.

Maiores rendimentos médios anuais:

  • Distrito Federal: R$ 6.320
  • São Paulo: R$ 4.190
  • Rio de Janeiro: R$ 4.177

Menores rendimentos médios anuais:

  • Maranhão: R$ 2.228
  • Bahia: R$ 2.284
  • Ceará: R$ 2.394

No quarto trimestre, o rendimento médio mensal foi estimado em R$ 3.613, acima do trimestre anterior (R$ 3.527) e do mesmo período de 2024 (R$ 3.440).

A massa de rendimentos do trabalho no país chegou a R$ 367,6 bilhões no último trimestre de 2025 — também superior ao trimestre anterior e ao mesmo período do ano passado.

Fonte: G1MT

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Por Samantha Quinzani, em Economia

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