A taxa de desemprego caiu em 13 estados brasileiros no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No Brasil, a taxa de desocupação ficou em 5,4% entre abril e junho. O resultado representa uma redução em relação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre deste ano e aos 5,8% observados no mesmo período de 2025.
Os maiores índices de desemprego foram registrados no Amapá, com 9,8%, seguido pela Bahia (9,1%), Pernambuco e Piauí (8,3% cada) e Sergipe (7,9%). Na outra ponta, Santa Catarina apresentou a menor taxa, com 2,1%, seguida por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
As quedas mais acentuadas ocorreram no Rio Grande do Norte, com redução de 1,9 ponto percentual, e na Paraíba e no Acre, ambos com recuo de 1,6 ponto percentual. Nos demais estados, as taxas permaneceram estáveis.
Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, as diferenças entre os estados estão relacionadas a fatores econômicos e sociais, como nível de industrialização, escolaridade da população e dinamismo das atividades econômicas.
Estados com maior grau de industrialização e população mais escolarizada tendem a apresentar mercados de trabalho mais estruturados, o que contribui para taxas de desocupação menores.
Diferenças entre mulheres, homens e grupos raciais
A pesquisa também aponta diferenças na taxa de desemprego entre os grupos da população. Entre as mulheres, o índice ficou em 6,4%, enquanto entre os homens foi de 4,6%. Apesar da diferença, houve redução da taxa para ambos os sexos em comparação com o primeiro trimestre.
Na divisão por cor ou raça, a taxa entre pessoas brancas ficou em 4,2%, abaixo da média nacional. Entre pessoas pretas, o índice foi de 6,9%, enquanto entre pardos chegou a 6,1%.
A escolaridade também apresentou influência nos resultados. A maior taxa de desocupação foi registrada entre pessoas com ensino médio incompleto, com 9%. Entre aqueles com ensino superior incompleto, o índice foi de 5,6%. Já entre pessoas com ensino superior completo, a taxa caiu para 3%.
Subutilização e desalento
A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que considera desempregados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas que poderiam trabalhar, mas não estavam procurando emprego, ficou em 12,9% no segundo trimestre.
O maior índice foi registrado no Piauí, com 26,6%, seguido pela Bahia (24,4%) e Alagoas (23,4%). As menores taxas foram observadas em Santa Catarina (4,1%), Rondônia (6%) e Mato Grosso (6,1%).
Já o percentual de pessoas desalentadas, que desejavam trabalhar, mas haviam desistido de procurar emprego, correspondeu a 2,1% da força de trabalho ampliada. Maranhão (9,4%), Alagoas (8,1%) e Piauí (7%) apresentaram os maiores índices.
Carteira assinada e informalidade
No segundo trimestre, 74,4% dos trabalhadores do setor privado no país tinham carteira assinada. Os maiores percentuais foram registrados em Santa Catarina (86,7%), São Paulo (82%) e Mato Grosso do Sul (81%).
Os menores índices ficaram com Maranhão (53,6%), Piauí (54,2%) e Acre (55,1%).
Entre a população ocupada, 25,3% trabalhavam por conta própria. A maior proporção foi registrada no Maranhão (33,8%), seguido por Amapá (31%) e Pará (30,3%). Os menores percentuais apareceram no Acre (17,5%), Distrito Federal (18%) e Tocantins (18,9%).
A taxa de informalidade no país ficou em 37,4% da população ocupada. Maranhão apresentou o maior índice, com 56,9%, seguido pelo Pará (55,9%) e Amazonas (51,7%). Já as menores taxas foram registradas em Santa Catarina (25,4%), Distrito Federal (28,7%) e Mato Grosso do Sul (29,2%).
Menos pessoas procuram emprego há mais de dois anos
O levantamento também mostrou redução no número de pessoas que estavam procurando trabalho há pelo menos dois anos. No segundo trimestre de 2026, 1,1 milhão de brasileiros estavam nessa situação, uma queda de 15,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o contingente era de 1,3 milhão.
Também havia 1,1 milhão de pessoas procurando emprego há menos de um mês. O número representa uma redução de 2,4% na comparação com o segundo trimestre do ano passado, quando 1,2 milhão de pessoas estavam nessa condição.
Fonte: G1
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