“Sou naturalmente positivista, mas hoje temos que pecar por excesso e não por falta. Estão discutindo se suspende aulas ou não. Neste momento, penso que deveria suspender por volta de maio ou junho – isso se a epidemia não se instaurar antes”, diz o professor e virologista da UFMG Flávio da Fonseca.
Ele faz parte do grupo de pesquisadores chamados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para ajudar na detecção e diagnóstico do novo coronavírus. Na UFMG, apenas três pesquisadores estão nesta força-tarefa.
Para Fonseca, a epidemia é inevitável no país.
“A gente acompanha a evolução do vírus no mundo inteiro, e a capacidade de dispersão é muito elevada. Em outros países, o vírus se espalhou de forma intensa. Não tem como pensar que no Brasil será diferente. Deve se alastrar rapidamente”, diz.
Angústia e tempo curto
O ministério convidou os pesquisadores de acordo com a especialização de cada um. De acordo com Fonseca, o centro tecnológico de vacinas da UFMG (INCT-Vacinas) participa da rede por ter como referência o teste de diagnóstico chamado sorológico. Este teste trabalha com a identificação em massa, conseguindo atender e diagnosticar com rapidez um número grande de pessoas, como é feito, por exemplo, com a dengue.
A maior preocupação da rede de pesquisadores do ministério é em relação ao aumento de demanda no serviço público.
“Pessoas vão gripar e vão ir atrás de diagnóstico. O sistema público e privado precisa gerar condições rápidas de resultado. A situação angustiante é porque o tempo é curto. Precisaríamos de meses para a pesquisa. Estamos trabalhando na pressão”, complementa.
Perguntado se as taxas de doença e morte no Brasil serão semelhantes às da Itália e China, o pesquisador disse que acredita que não, porque, o que explica a alta mortalidade naqueles países é a existência de uma população idosa maior. Mas ele pondera que ainda não dá para saber como a doença vai se alastrar no Brasil.
Diferença entre os testes
O professor defende o diagnóstico sorológico por existir mais laboratórios capacitados. Nesse diagnóstico, é detectada a presença de anticorpo no corpo do indivíduo ou na proteína do vírus. Se dará certo? Ele diz que só o tempo poderá responder. “O objetivo é dar suporte ao pessoal da linha de frente, que são os profissionais da saúde”.
A pesquisa está em pleno andamento. O recurso usado vem de outros projetos, já que o Ministério da Ciência ainda vai estudar formas de distribuir os valores para os grupos. “Por enquanto, vamos usando o dinheiro do próprio Centro de Tecnologia de Vacinas. Não é desvio de verbas e nenhum projeto será prejudicado”, diz Flávio.
Hoje, o teste usado pelos institutos públicos capacitados é o teste molecular. Ele é capaz de identificar o genoma do vírus. É colhido o material (catarro) da pessoa infectada, ele é levado para o laboratório, o material genético do vírus é extraído e os pesquisadores procuram o genoma dentro dele.
“O teste molecular é preciso, mas demanda infraestrutura específica e pessoal treinado. No país apenas três institutos públicos fazem esse tipo de teste atualmente: Evandro Chagas no Pará, Adolfo Lutz em São Paulo e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio”, diz Fonseca.
A partir desta quinta-feira (12), a Fundação Ezequiel Dias (Funed) passa a realizar os exames para identificar o coronavírus nos casos suspeitos em Minas Gerais.
Fonte: G1
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