A sessão da Câmara Municipal de Juína que discutia o Projeto de Lei Complementar nº 5/2026 terminou em meio a um clima tenso, acusações de irregularidades e questionamentos sobre o cumprimento do Regimento Interno da Casa. O projeto, de autoria da Mesa Diretora, prevê a criação de cargos comissionados e funções gratificadas, mas acabou tendo sua votação adiada após pedido de vista.
O ponto mais crítico da sessão foi o embate entre a vereadora Luiza Boer e o presidente da Câmara, Aélcio Moreira, o Neguinho da Borracharia. Ao tentar se manifestar, Luiza teve sua fala interrompida, gerando indignação e aumentando ainda mais o clima de confronto no plenário.
Mesmo diante da tentativa de interrupção, a vereadora conseguiu expor uma série de questionamentos. Ela apontou possíveis falhas graves na tramitação do projeto, incluindo a assinatura fora do horário de expediente e a ausência de um substitutivo formal, apesar de alterações no texto.
Segundo Luiza Boer, o projeto deveria ter seguido outro rito dentro da Casa e não poderia ter sido colocado em discussão da forma como foi apresentado. A parlamentar citou artigos do Regimento Interno e cobrou respeito às normas legislativas.
Outro ponto levantado por ela foi a falta de diálogo da Mesa Diretora com os demais vereadores. Luiza afirmou que, desde a semana anterior, já havia pedidos para análise mais aprofundada da proposta, que não teriam sido atendidos. Ela também relembrou situações passadas em que, segundo sua avaliação, o regimento teria sido desrespeitado.
A situação se agravou quando, durante sua fala, houve determinação para corte de seu microfone, o que gerou ainda mais repercussão negativa e críticas à condução da sessão.
O pedido de vista, apresentado pelo primeiro-secretário Vitor Gabriel, acabou sendo aprovado e suspendeu a votação do projeto. Apesar disso, o próprio vereador destacou que não é contrário à proposta, mas defendeu a necessidade de ajustes e maior discussão.
Outros parlamentares, como Fabiano Aurélio, o Bil do Módulo 4, também reforçaram a falta de diálogo como um dos principais problemas, indicando que o impasse poderia ter sido evitado.
A sessão expôs um cenário de divisão dentro da Câmara de Juína, com questionamentos sobre transparência, condução dos trabalhos e respeito às regras internas. Agora, a expectativa é de que o projeto volte à pauta, mas sob forte pressão por mais clareza, legalidade e participação dos vereadores nas decisões.
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