Pelo menos 25 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em uma fazenda localizada em Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso, conforme informou a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-MT).
A operação ocorreu entre os dias 26 e 28 e identificou diversas irregularidades, como restrição de liberdade, servidão por dívida e condições precárias tanto de trabalho quanto de moradia. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
De acordo com a fiscalização, o proprietário foi notificado a quitar as verbas rescisórias dos trabalhadores, que ultrapassam R$ 500 mil.
A propriedade, voltada à criação de gado, fica em uma área de difícil acesso, com cerca de 100 quilômetros de estrada de terra em más condições. Os trabalhadores — vindos de estados como Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará, além de Mato Grosso — estavam distribuídos entre a sede e seis retiros da fazenda.
Sem acesso à internet ou sinal de telefone nos alojamentos, eles enfrentavam ainda mais isolamento. O único ponto com conexão ficava entre quatro e 17 quilômetros de distância, sem qualquer meio de transporte disponível. Alguns relataram estar há mais de sete meses sem sair do local.
A fiscalização também apontou jornadas exaustivas, sem descanso semanal remunerado. Embora trabalhassem de segunda a sábado, muitos realizavam atividades também aos domingos, sem registro formal.
Outro problema identificado foi o endividamento dos trabalhadores. Itens básicos, como produtos de higiene e limpeza, eram vendidos dentro da própria fazenda, e os pagamentos eram feitos por meio de descontos em folha. Em alguns casos, os trabalhadores assinavam recibos em branco, sem controle sobre os valores cobrados.
As condições de moradia foram classificadas como degradantes. Faltavam estruturas adequadas para higiene e cuidados pessoais, além de riscos à saúde, como a lavagem de roupas contaminadas por agrotóxicos junto às roupas comuns.
Também foram constatadas situações de risco no trabalho, com uso de máquinas sem capacitação adequada.
Durante a operação, diversos setores da fazenda foram interditados, incluindo fábrica de ração, oficina, serraria, açougue e parte das instalações elétricas, além de dez máquinas. A cozinha principal também foi fechada por falta de condições sanitárias.
Após o resgate, os trabalhadores receberam apoio por meio do Projeto Ação Integrada (PAI/MT), com participação do Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e Universidade Federal de Mato Grosso.
A ação contou ainda com o apoio da Polícia Militar e da Polícia Federal.
Fonte: G1MT
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