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Polícia Civil investiga execução no interior de residência em Juara e faz alerta sobre "falsos justiceiros"

As penas para crimes organizados com as novas legislações são altíssimas, superando frequentemente os 20 anos de prisão", alertou.

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Escrito por Welliton Medeiros

14 ABR 2026 - 12H20

A Polícia Judiciária Civil de Juara instaurou um inquérito policial para investigar o assassinato de Wisley Lima Borges dos Santos,  (28 anos), conhecido popularmente como "Pipi", ocorrido no início da madrugada da última segunda-feira. A vítima foi executada com disparos de arma de fogo na região do rosto e da cabeça enquanto estava dentro de sua própria residência.

Protocolo Investigativo

Em entrevista, o delegado titular Dr. Carlos Henrique informou que a Politec já realizou a perícia técnica no local e que os agentes civis colheram as primeiras informações perinecroscópicas. Embora detalhes específicos não possam ser divulgados para não comprometer o trabalho policial, a autoridade confirmou que já existem linhas de investigação sendo seguidas.

"A Polícia Civil já baixou portaria instaurando o inquérito para elucidar não apenas as circunstâncias, mas principalmente a autoria e a motivação deste ilícito. Buscaremos também a apreensão da arma utilizada no crime", afirmou o delegado.

Possível Motivação

Questionado sobre a vida pregressa da vítima, o delegado mencionou que Wisley possuía antecedentes criminais. Informações preliminares indicam que ele já havia sido autuado em flagrante por um crime contra a dignidade sexual cometido no passado, pelo qual foi condenado e cumpriu parte da pena em regime fechado.

Uma das hipóteses trabalhadas pela polícia é que este histórico possa ter sido o estopim para o crime, embora o delegado ressalte que nenhuma linha é descartada ou confirmada definitivamente neste momento.

Alerta à Juventude e Combate ao Crime Organizado

Durante a fala, o Dr. Carlos Henrique adotou um tom incisivo contra a atuação de facções criminosas que tentam se instaurar como "justiceiras" na sociedade. Segundo o delegado, esses grupos utilizam jovens como "mão de obra" para execuções covardes, muitas vezes determinadas por criminosos que já estão dentro do sistema prisional.

"Muitos jovens são seduzidos por essas organizações criminosas e isso é, em última análise, uma aceitação de uma sentença de morte ou de perda da liberdade por décadas. As penas para crimes organizados com as novas legislações são altíssimas, superando frequentemente os 20 anos de prisão", alertou.

A autoridade fez um apelo para que os jovens busquem caminhos distantes da criminalidade:

Foco na Educação e Trabalho: Busca por escolas, bibliotecas e empregos dignos.

Esporte e Saúde: Participação em ginásios, academias de musculação e artes marciais (jiu-jitsu, karatê).

Convivência Social Saudável: Aproximação com igrejas e grupos que promovam o bem-estar social.

Agravantes do Crime

O modo de operação dos criminosos, que teriam enganado a família da vítima ao se passarem por policiais para invadir a casa, será utilizado como agravante no processo judicial. "São covardes que só agem armados e de surpresa. Essa circunstância será levada em conta pelo julgador no momento da imposição da pena, que certamente será severa", concluiu o Dr. Carlos Henrique.

Fonte: PJC

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Por Welliton Medeiros, em Polícia

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