A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6), a Operação Heritage para investigar um suposto esquema de desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos relacionados a um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e uma empresa de telefonia. A investigação apura possíveis crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.
Ao todo, são cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o bloqueio de bens no valor de até R$ 316 milhões, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.
Entre os alvos da operação estão o ex-governador Mauro Mendes, secretários de Estado, um desembargador e um procurador do Estado. A Justiça também determinou medidas cautelares, como a proibição de deixar o país, com a entrega dos passaportes, e a restrição de contato entre os investigados.
Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início após a análise de um acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e uma empresa de telefonia para a restituição de valores relacionados a uma disputa tributária.
Os investigadores apontam indícios de que a operação financeira teria sido utilizada para desviar recursos públicos por meio de uma estrutura composta por fundos de investimento em cascata e empresas interpostas. O esquema teria como finalidade ocultar a origem, a movimentação e o destino dos recursos.
De acordo com a PF, os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada. As investigações continuam e novas infrações poderão ser identificadas no decorrer da apuração.
O acordo
Em agosto de 2025, a Justiça de Mato Grosso homologou um acordo entre a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT) e a operadora Oi S.A., prevendo o pagamento de R$ 308 milhões referentes a uma cobrança considerada indevida de ICMS.
O entendimento, firmado em abril de 2024, encerrou uma disputa judicial iniciada em 2009. Na ocasião, a dívida do Estado com a empresa era estimada em R$ 690 milhões, mas o valor foi renegociado e reduzido para R$ 308 milhões.
Em maio de 2024, o Ministério Público Estadual (MPE) instaurou procedimento para apurar o pagamento e verificar se parte dos recursos teria beneficiado pessoas ligadas ao então governador Mauro Mendes.
Conforme a decisão mais recente, a controvérsia envolve a legalidade da cessão de crédito durante o processo de recuperação judicial da empresa e as suspeitas de irregularidades na destinação dos recursos públicos.
Fonte: G1MT
Delegado alerta para atuação de “tribunal do crime” após homicídio em Juara
Segundo Carlos Henrique, vítima teria sido executada por dois homens após se envolver em uma ocorrência de violência doméstica; suspeitos foram presos em flagrante e confessaram o homicídio, conforme a Polícia Civil.
Polícia Civil realiza quatro operações e prende seis pessoas durante a semana em Juara
A Polícia Judiciária Civil de Juara realizou quatro operações ao longo desta semana, que resultaram na prisão de seis pessoas, conforme informações repassadas pelo delegado Carlos Henrique. As ações fazem parte de investigações relacionadas ao combate ao crime organizado e à elucidação de crimes registrados na região.
Produtores de Juara e Aripuanã conquistam premiação no primeiro concurso de qualidade do café de Mato Grosso
Boleto
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.