A coordenação regional da FUNAI em Juína, Mato Grosso, foi palco de uma importante mobilização da comunidade indígena da região. O evento contou com a participação de diversas lideranças e representantes das aldeias, que se uniram para reivindicar melhores condições de atendimento e infraestrutura na FUNAI.
Darci Barari, da aldeia Barranco Vermelho, expressou a insatisfação geral com a falta de recursos e apoio: “Nós estamos aqui reunidos porque não estamos sendo atendidos corretamente. Falta fortalecimento da FUNAI, e os atendimentos estão precários. Precisamos que a presidência venha até aqui para ver de perto a nossa realidade.”
Entre as principais queixas dos indígenas estão a falta de veículos adequados para deslocamento e atendimento nas aldeias, a precariedade dos alojamentos para as equipes de saúde, e a ausência de recursos básicos, como medicamentos e estrutura escolar. Darci destacou a situação alarmante: “A estrutura da FUNAI hoje está precária. Não tem recurso, não tem nada. Na saúde, precisamos de melhorias, remédios e carros novos. O atendimento está fraco.”
Daniel, outro líder presente na manifestação, enfatizou a necessidade de um diálogo direto com as autoridades: “Estamos aqui reivindicando pacificamente. Queremos que a presidente da FUNAI venha até Juína para entender a nossa realidade. Se não formos atendidos, vamos fechar a ponte para chamar atenção.”
A mobilização busca também envolver autoridades locais e estaduais. Segundo Darci, há um esforço para atrair o governador do estado de Mato Grosso, prefeitos e vereadores, além de representantes de Brasília, como a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara.
As dificuldades enfrentadas pela comunidade indígena não são recentes. Darci mencionou que os problemas vêm se acumulando desde que o atual presidente assumiu, afetando diretamente a vida dos povos indígenas de Juína e região.
Domingo, outro porta-voz dos manifestantes, explicou a urgência das reivindicações: “Estamos dando um prazo de cinco dias para que respondam a nossa documentação. Se não recebermos uma resposta, vamos fechar a ponte. Queremos ser ouvidos e ter nossas necessidades atendidas.”
A união dos indígenas de Juína demonstra a determinação em buscar melhorias e garantir direitos básicos para suas comunidades. A expectativa é que as autoridades ouçam e atendam às demandas, promovendo mudanças significativas nas condições de vida e no atendimento prestado pela FUNAI na região.
Enquanto aguardam respostas, os manifestantes mantêm-se firmes e unidos, prontos para tomar medidas mais drásticas caso suas reivindicações não sejam atendidas. A luta pela dignidade e pelos direitos continua, e a comunidade indígena de Juína segue em busca de justiça e reconhecimento.
Fonte: Marcelo Guedes/Amplitude News
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