A nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) mudou as regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e provocou uma queda significativa nos preços cobrados pelas autoescolas. A principal alteração é o fim da obrigatoriedade de frequentar um Centro de Formação de Condutores (CFC) para realizar o processo.
Com a mudança, o curso teórico passou a ser oferecido gratuitamente pela internet e a carga mínima de aulas práticas foi reduzida para duas horas, ante as 20 horas exigidas anteriormente.
Segundo o Ministério dos Transportes, antes da nova regra, o custo para tirar a primeira habilitação variava entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Com as alterações, o ministro Renan Filho afirmou que a redução pode chegar a até 70%.
Na prática, os valores já caíram. Em levantamento realizado em 10 cidades brasileiras, foram encontrados pacotes a partir de R$ 380 para as categorias A ou B. Em Santos (SP), por exemplo, esse valor inclui duas aulas práticas e o uso do veículo da autoescola.
Além das aulas, o candidato ainda precisa arcar com taxas obrigatórias, que variam conforme o estado. Em São Paulo, os custos são:
. Exame teórico: R$ 52,83
. Exame prático: R$ 52,83
. Exame médico: R$ 90
. Exame psicotécnico: R$ 90
. Emissão da CNH física (a digital é gratuita): R$ 137,79
O preço médio dos pacotes básicos nas cidades pesquisadas ficou em torno de R$ 500, incluindo duas aulas práticas. As autoescolas também oferecem planos com mais aulas, com valores médios de:
. Cinco aulas práticas: R$ 900
. Dez aulas práticas: R$ 1.300
. Vinte aulas práticas: R$ 1.900
Em alguns casos, o pacote inclui aulas teóricas e material didático, embora essa etapa esteja disponível gratuitamente de forma online pelo governo federal.
Também foram encontrados instrutores autônomos credenciados oferecendo pacotes a partir de R$ 379,90 por duas aulas, valor que já incluía a taxa do exame prático do Detran de Goiás. Em outras regiões, o preço por hora-aula varia entre R$ 80 e R$ 250.
. Impacto no setor de autoescolas
De acordo com a Federação Nacional das Autoescolas (Feneauto), antes da nova regulamentação o setor reunia cerca de 300 mil empregos formais e aproximadamente 1 milhão de vagas indiretas em todo o país.
Com a mudança, muitas autoescolas passaram a reduzir custos internos e intensificar promoções para atrair alunos. Segundo Wagner Freitas, diretor e assessor jurídico da Associação dos Centros de Formação de Condutores do Estado de São Paulo, os impactos têm sido severos.
“Apesar de ser um tema técnico, a nova regra tem provocado impactos econômicos, sociais e jurídicos significativos, afetando mais de 15 mil autoescolas e milhares de profissionais”, afirmou.
Ainda segundo ele, das cerca de 15 mil autoescolas afetadas, aproximadamente 3 mil já encerraram as atividades, resultando na demissão de cerca de 60 mil trabalhadores em todo o país.
Fonte: G1MT
Desafio 4 Morros reúnem atletas e comunidade em noite de esporte em Juína
IFMT arrecada 636 potes de vidro para campanha do Banco de Leite Humano em Juína
Veja quem lidera arrecadação entre candidatos sem mandato na AL
Boleto
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.