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Agosto Lilás Leva Informação Sobre Violência Contra a Mulher Para Idosas em Juína

Uma tarde de informação, cuidado e conscientização marcou uma ação do Agosto Lilás realizada com as idosas.

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Escrito por Romanthezer Silva

13 AGO 2026 - 18H41 (Atualizada em 13 AGO 2026 - 18H47)

Uma tarde de informação, cuidado e conscientização marcou uma ação do Agosto Lilás realizada com as idosas atendidas pelo serviço de convivência em Juína. A iniciativa reuniu a Secretaria Municipal de Assistência Social, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, a Polícia Militar e voluntários em um momento voltado à prevenção e ao combate à violência contra a mulher.

Antes da roda de conversa sobre o tema, as participantes tiveram uma tarde especial de cuidados com a autoestima, com serviços de maquiagem, cabelo e massagem oferecidos por voluntários.

Segundo a secretária de Assistência Social, Deusdete Romero, a escolha de trabalhar o tema com mulheres idosas é importante porque a violência também pode acontecer nessa fase da vida. Durante o encontro, foram abordadas não apenas as agressões físicas, mas também as violências psicológica, patrimonial, moral e outras formas de abuso.

A orientação é que as informações sejam compartilhadas também com familiares e com outras mulheres da comunidade. A secretária destacou que existem diferentes portas de entrada para quem precisa de ajuda.

As mulheres podem procurar os serviços da assistência social, como o CREAS e o CRAS, além das unidades de saúde. Em situações de violência ou emergência, também podem buscar a Polícia Militar, por meio da Patrulha Maria da Penha, ou a Polícia Civil para registrar a ocorrência.

Outro canal de orientação e apoio mencionado durante o encontro foi o Ligue 180, serviço nacional voltado ao atendimento e à orientação de mulheres em situação de violência.

A programação do Agosto Lilás continuará em outros pontos do município. A equipe também deve levar as ações para a comunidade Terra Roxa e para o distrito de Filadélfia, além de rodas de conversa que estão sendo realizadas nas unidades de saúde.

A advogada Poliana Almeida, representante do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, destacou a importância do Agosto Lilás como período de conscientização e valorização das mulheres. Segundo ela, a cor lilás está associada à ideia de realeza e representa a necessidade de que a mulher seja valorizada e respeitada dentro da sociedade, da família e da comunidade.

A representante do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Josimara Diolina Ferreira, ressaltou que um dos principais objetivos da ação foi ajudar as idosas a reconhecerem diferentes tipos de violência.

Ela explicou que a violência contra a mulher não acontece apenas em relacionamentos íntimos. Mulheres idosas também podem ser vítimas de violência dentro da própria família, inclusive praticada por filhos ou outros parentes.

Durante a conversa, também foram apresentados os serviços existentes no município, a rede de proteção e a importância de buscar ajuda. As participantes receberam orientações sobre o sigilo dos atendimentos e os caminhos disponíveis para denunciar ou procurar apoio.

A Polícia Militar também participou da atividade. A sargento Wanderléia destacou que a intenção é fazer com que as idosas se tornem multiplicadoras das informações recebidas e possam ajudar outras mulheres a reconhecer situações de violência e buscar proteção.

Segundo a policial, os números de violência contra a mulher continuam preocupantes em Juína, em Mato Grosso e no Brasil. No entanto, ela explicou que o aumento das denúncias não significa necessariamente que a violência esteja aumentando na mesma proporção.

Para a sargento, o crescimento das denúncias também está relacionado ao fato de que mais mulheres estão conhecendo seus direitos, confiando na rede de proteção e se sentindo encorajadas a procurar ajuda antes que a situação evolua para casos ainda mais graves, como o feminicídio.

Para Maria Ivaldete de Souza Pérez, de 83 anos, a reunião foi uma oportunidade importante para conhecer direitos e informações que muitas vezes não chegam até as pessoas idosas.

Moradora de Juína há mais de quatro décadas, ela afirmou que pretende compartilhar os conhecimentos adquiridos com outras pessoas, principalmente com as novas gerações. Ao falar sobre mulheres vítimas de violência, orientou que procurem as autoridades e não permaneçam em situações de agressão.

A supervisora do Centro de Atividades Vó Paixão, Rose Faustino, destacou que a ação também teve como objetivo mostrar às idosas que elas não estão sozinhas.

Segundo ela, mesmo na terceira idade, muitas mulheres ainda mantêm relacionamentos ou podem conhecer novas pessoas, estando sujeitas a situações de violência. Por isso, informação, prevenção e conhecimento sobre a rede de apoio são fundamentais.

A ação uniu conscientização e acolhimento, mostrando que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa alcançar mulheres de todas as idades e que a informação pode ser uma ferramenta importante para romper o ciclo de violência.

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