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Mato Grosso confirma 8 mortes por meningite em 2026 e registra maior número de casos dos últimos anos

Estado soma 29 diagnósticos da doença; autoridades descartam surto, mas reforçam alerta para sintomas e vacinação

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Escrito por Samantha Quinzani

01 MAI 2026 - 09H57

O estado de Mato Grosso confirmou oito mortes por meningite em 2026, segundo dados atualizados pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso. Ao todo, já são 29 casos registrados neste ano.

O número de óbitos subiu após atualização do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, que passou a incluir duas mortes recentes ocorridas em Sinop, ambas por meningite do tipo B.

Com isso, 2026 se torna o ano com maior número de casos confirmados da doença no estado nos últimos três anos. Em 2025, foram registrados 25 casos, e em 2024, 18. Apesar do avanço, a SES-MT afirma que não há indicativo de surto, e que os registros seguem sendo monitorados pela Vigilância Epidemiológica em conjunto com municípios e unidades de saúde.

A meningite é uma inflamação das meninges — membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal — e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes. De acordo com o Ministério da Saúde, as formas virais e bacterianas são as de maior relevância para a saúde pública, pelo potencial de transmissão e risco de surtos.

No país, a doença é considerada endêmica, com ocorrência ao longo de todo o ano. Casos bacterianos são mais frequentes no outono e inverno, enquanto os virais predominam na primavera e no verão.

Sintomas e sinais de alerta

Entre os principais sintomas estão febre alta súbita, dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez na nuca, sonolência, irritabilidade, confusão mental e sensibilidade à luz. Em quadros mais graves, podem surgir manchas avermelhadas na pele e convulsões.

Em crianças pequenas, sinais como choro persistente, irritabilidade e recusa alimentar também devem ser observados. A recomendação é procurar atendimento médico imediato diante de qualquer suspeita.

Riscos e sequelas

A meningite pode evoluir rapidamente e causar complicações graves. Entre as sequelas mais comuns estão perda auditiva, comprometimentos motores e alterações neurológicas, que podem afetar o desenvolvimento cognitivo e a qualidade de vida.

Prevenção e vacinação

A vacinação é a principal forma de prevenção. O Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente imunizantes contra diferentes tipos da doença, como meningocócica C e ACWY, além de vacinas pneumocócicas e a pentavalente.

A Secretaria de Saúde reforça a importância de manter o calendário vacinal atualizado, especialmente entre crianças e adolescentes, além de evitar a automedicação e buscar orientação médica ao surgirem sintomas.

A pasta informou que continuará monitorando os casos e prestando apoio aos municípios.

Fonte: G1MT

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Por Samantha Quinzani, em Saúde

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