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Vereador de Barra do Bugres é absolvido e deixa prisão após vítima mudar versão em audiência

O caso teve início em abril deste ano, quando a então coordenadora administrativa da Câmara Municipal, cargo que ocupava desde fevereiro de 2025, denunciou o vereador por violência doméstica.

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Escrito por Samantha Quinzani

14 JUL 2026 - 11H57

O vereador de Barra do Bugres (MT), Laércio Noberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro, foi colocado em liberdade na segunda feira (13) após ser absolvido pela justiça da acusanção de violência doméstica contra uma ex servidora da Câmara Municipal. A decisão foi tomada depois que a mulher negou, durante audiência, ter sido agrdeida, e o Ministério Público entendeu que não havia provas suficientes para sustentar a condenação.

Afastado do cargo desde abril, o parlamentar agora busca reassumir suas funções na Câmara.

Na sentença, o juiz Antônio Dias de Souza Neto destacou que a ex-servidora afirmou ter ingerido bebida alcoólica na noite do episódio e relatou que os ferimentos ocorreram durante uma disputa pelo celular do vereador, descartando a versão inicial de agressão.

Outra testemunha importante no processo, irmã da mulher, também alterou o depoimento prestado durante a investigação. Com a mudança dos relatos, o magistrado absolveu o vereador e revogou as medidas cautelares que estavam em vigor.

O caso teve início em abril deste ano, quando a então coordenadora administrativa da Câmara Municipal, cargo que ocupava desde fevereiro de 2025, denunciou o vereador por violência doméstica. Na ocasião, ele compareceu à delegacia e acabou preso.

Mesmo com o andamento da investigação, a ex-servidora solicitou a revogação da medida protetiva. Cerca de um mês depois, foi exonerada do cargo. Posteriormente, ingressou na Justiça para tentar reverter a demissão.

Na ação, ela afirma que foi questionada por colegas de trabalho após desistir da medida protetiva e que, semanas depois, a presidente da Câmara teria solicitado que mantivesse a proteção judicial para permanecer na função. Segundo a ex-servidora, diante da recusa, ela foi dispensada em 1º de junho.

Desde o início das investigações, Júnior Chaveiro negou as acusações e sustentou que não houve agressão, afirmando que provaria sua inocência no decorrer do processo.

De acordo com o delegado Fernando Marques, responsável pela investigação, a denúncia apontava que o suposto crime teria ocorrido por volta das 4h30, na residência do vereador, após um evento realizado em Barra do Bugres. No depoimento prestado na época, a mulher afirmou que teria sido agredida com uma chave de rodas, sem saber informar a motivação do ataque.

O primeiro pedido de prisão chegou a ser negado durante o plantão judiciário. Entretanto, após nova manifestação do Ministério Público, a Justiça reconsiderou a decisão e expediu o mandado de prisão.

Após a prisão, o Partido Liberal (PL) e a Câmara Municipal determinaram o afastamento do vereador. A legenda também instaurou um procedimento interno para avaliar uma possível expulsão do parlamentar.

Fonte: G1MT

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Por Samantha Quinzani, em Política

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