O servidor público Rodrigo Nascimento Castro foi preso nessa terça-feira (24), suspeito de participação no homicídio de Euler Ramon Bastos dos Santos, de 25 anos, ocorrido em dezembro do ano passado, em Sorriso. Ele também é investigado por ter mentido durante a apuração do caso, ao apontar como envolvida no crime uma detenta que não tinha qualquer relação com o assassinato e que acabou sendo estuprada dentro da delegacia.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde — onde Rodrigo atuava — informou que ele foi afastado das funções e que foi instaurado procedimento administrativo, conforme determina a legislação.
De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso, Rodrigo teria dirigido o veículo usado no dia do crime, transportando Lucas da Silva de Jesus, apontado como autor dos disparos, além de uma adolescente que também teria participação no caso.
Segundo a denúncia, durante as investigações, o servidor tentou atrapalhar o trabalho da polícia ao indicar como autora do homicídio uma mulher que não tinha qualquer envolvimento. Ela chegou a ser presa e, enquanto estava detida na delegacia de Sorriso, foi vítima de violência sexual. Posteriormente, a própria polícia confirmou que ela não tinha ligação com o assassinato.
Ainda conforme o Ministério Público, a falsa acusação teria como objetivo proteger a adolescente envolvida, evitando que ela revelasse informações sobre a atuação dos demais integrantes do grupo.
O promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino afirmou que os três investigados possuem ligação com a facção criminosa Comando Vermelho e que o homicídio teria sido motivado por disputa entre grupos rivais.
O homicídio
Euler Ramon Bastos dos Santos foi morto a tiros no dia 2 de dezembro de 2025, no bairro Bela Vista, em Sorriso.
Conforme as investigações, Rodrigo teria estacionado o carro em local estratégico para evitar câmeras de monitoramento e garantir a fuga após o crime. Lucas desceu do veículo e foi até o estabelecimento onde a vítima trabalhava. Ele teria se aproximado sob o pretexto de pedir uma informação e, aproveitando um momento de distração, sacado a arma e efetuado os disparos de forma repentina.
Violência na delegacia
Em dezembro de 2025, a detenta denunciou à Polícia Civil que havia sido estuprada pelo investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos, enquanto estava presa na delegacia de Sorriso.
Após exames periciais apontarem compatibilidade do material genético coletado, o policial foi preso preventivamente no dia 1º de fevereiro.
O advogado da vítima, Walter Rapuano, informou que ela foi presa no dia 8 de dezembro e solta três dias depois, em 11 de dezembro, após imagens de câmeras de segurança comprovarem que ela não era a pessoa envolvida no homicídio.
Na época, a Polícia Civil declarou que não houve erro na prisão e que a detenção foi cumprida com base em mandado de prisão temporária expedido pela Justiça, por suspeita de participação no crime.
Fonte: G1MT
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