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Mulher presa por confessar morte da própria filha é encontrada morta em cela da Delegacia de Juara; buscas pelo corpo da criança continuam

Investigação teve início após ação judicial movida pelo pai da criança; mulher confessou o crime, indicou onde teria enterrado a bebê e foi encontrada morta na cela da Delegacia antes da conclusão das buscas.

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Escrito por Fátima Marques

17 JUL 2026 - 23H06 (Atualizada em 17 JUL 2026 - 23H30)

PJC

Um caso de extrema gravidade, que veio à tona nesta sexta-feira (17), chocou a população de Juara. A mulher presa preventivamente após confessar à Polícia Judiciária Civil que matou a própria filha, uma bebê de 1 ano e 8 meses, foi encontrada morta dentro da cela da Delegacia de Polícia Civil, onde permanecia custodiada. Apesar da confissão, o corpo da criança ainda não foi localizado, e as buscas seguem em andamento.

As informações foram confirmadas pelo delegado Dr. Carlos Henrique, responsável pela investigação.

Segundo o delegado, o caso começou a ser investigado após o Poder Judiciário comunicar a Polícia Civil sobre uma situação descoberta durante a tramitação de uma ação de prestação de alimentos e regulamentação de visitas proposta pelo pai da criança.

O homem buscava não apenas cumprir com a obrigação de prestar alimentos, mas também exercer o direito de convivência com a filha. Durante o andamento do processo, foi constatado que a menina não era vista havia aproximadamente dois anos.

Ao ser questionada pela Justiça sobre o paradeiro da criança, a mãe não apresentou uma resposta convincente. Familiares próximos também não souberam informar onde a menina estava, fato que levou ao acionamento da Polícia Civil e à instauração de um inquérito para apurar o desaparecimento.

Na última terça-feira, a mulher compareceu à Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos. Inicialmente, afirmou que teria entregue a filha para adoção a uma mulher desconhecida, supostamente moradora da cidade de Campinas, no interior de São Paulo, no início de 2024.

Entretanto, conforme explicou o Dr. Carlos Henrique, uma rápida verificação das informações revelou inconsistências na versão apresentada.

Diante das contradições, novas entrevistas foram realizadas, sempre com a presença do advogado da investigada. Durante essas oitivas, ela mudou o depoimento e confessou inicialmente que havia enterrado o corpo da filha em uma cova rasa nos fundos do sítio onde morava com a família, em Juara.

Posteriormente, durante o interrogatório formal, a mulher também declarou que, antes do enterro, teria matado a criança por asfixia utilizando um saco plástico preto.

Segundo a investigação, a menina tinha apenas 1 ano e 8 meses de idade quando morreu e estaria enterrada no local indicado há cerca de 26 meses.

Desde quarta-feira, equipes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizam escavações na propriedade apontada pela investigada.

Os trabalhos, no entanto, são dificultados porque o terreno é composto por mata, áreas alagadiças e solo pantanoso. Além disso, a mulher não conseguiu indicar com precisão o ponto exato onde teria enterrado a criança, chegando a apresentar locais diferentes durante as buscas.

Até o momento, os restos mortais da bebê ainda não foram encontrados.

Mesmo assim, o delegado afirmou que os elementos reunidos durante a investigação indicam que a versão apresentada pela investigada sobre o enterro possui verossimilhança, motivo pelo qual as diligências continuam.

Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva da suspeita. O pedido foi acolhido pelo Poder Judiciário, após manifestação favorável do Ministério Público.

A mulher permaneceu presa na Delegacia de Polícia Civil de Juara.

Na tarde desta Sexta-feira, enquanto ainda estava custodiada, policiais foram até a cela onde ela permanecia para dar continuidade aos procedimentos da investigação.

Segundo o delegado Dr. Carlos Henrique, a mulher foi encontrada sem vida. Ela teria tirado a própria vida por enforcamento, utilizando um cobertor que havia recebido para seu conforto durante o período de custódia.

Durante os depoimentos, a investigada apresentou diferentes versões para justificar o crime.

Em alguns momentos, alegou não possuir condições financeiras para criar a filha. Em outros, afirmou que pretendia entregar a criança para adoção.

Contudo, segundo o delegado, a principal hipótese levantada pela investigação é que o crime tenha sido motivado por um sentimento de vingança contra o pai da menina.

De acordo com o relato da própria investigada, ela teria descoberto supostas traições cometidas pelo companheiro e, em razão disso, passou a nutrir um forte sentimento negativo contra ele.

"Entendemos que ela acabou tirando a vida da criança como forma de punir o pai", explicou o Dr. Carlos Henrique.

O delegado também revelou que, durante as entrevistas, a mulher apresentou um comportamento considerado incomum.

Ela alternava momentos de intenso choro com relatos detalhados sobre o suposto crime, demonstrando facilidade para descrever fatos extremamente graves e, ao mesmo tempo, preocupando-se com detalhes considerados irrelevantes.

Segundo o delegado, até o momento da entrevista não havia registros oficiais de que a investigada fizesse tratamento psiquiátrico, utilizasse medicamentos controlados ou possuísse antecedentes criminais.

Apesar da morte da investigada, o inquérito policial continuará em andamento.

A principal prioridade da Polícia Civil é localizar os restos mortais da criança para esclarecer completamente o caso.

Ao final da entrevista, o delegado Dr. Carlos Henrique fez um apelo para que desaparecimentos de crianças sejam comunicados imediatamente às autoridades policiais, destacando que uma investigação iniciada logo após os primeiros indícios pode ser decisiva para o esclarecimento dos fatos e para a preservação de provas.

Até o fechamento desta reportagem, as equipes permaneciam realizando buscas na área indicada pela investigada, e o corpo da bebê ainda não havia sido localizado.

Fonte: Por Redação - Grupo Amplitude de Comunicação com informações da Policia Civil de JUara

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