Um casal apontado pela Polícia Civil como líder de um esquema de fraudes envolvendo cartas de crédito foi preso nesta sexta-feira (4), no Aeroporto de Sinop, no norte de Mato Grosso. Mariana Espindola Padilha dos Santos e Vitor Hugo Neves Marques foram localizados quando tentavam deixar o país com destino a Bariloche, na Argentina.
As prisões ocorreram durante a Operação Carta Contemplada II, deflagrada pela Polícia Civil para investigar uma série de crimes de estelionato contra mais de 50 vítimas. Ao todo, sete suspeitos foram presos em Sinop e Sorriso.
Além dos mandados de prisão, os policiais cumpriram 11 ordens de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de seis contas bancárias ligadas aos investigados, o sequestro de dois veículos e a retirada do ar de um site e de perfis nas redes sociais utilizados por uma empresa de assessoria.
Como o esquema funcionava
Segundo as investigações, o grupo atuava desde 2022 e mantinha escritórios em Sinop e Sorriso. As vítimas eram atraídas principalmente pelas redes sociais, onde recebiam ofertas de uma suposta liberação de crédito para a compra de imóveis.
Durante as negociações, os suspeitos exigiam o pagamento de um valor de entrada e prometiam que o crédito seria liberado em um prazo estimado de 90 a 120 dias.
O problema surgia após o pagamento. Quando o prazo terminava, o crédito prometido não era disponibilizado. Ao procurar a empresa em busca de explicações, as vítimas descobriam que haviam sido inseridas em contratos relacionados a cartas de crédito, com condições diferentes das apresentadas inicialmente.
Prisão no aeroporto
A possibilidade de que o casal deixasse o Brasil fez com que as equipes da Polícia Civil intensificassem as diligências. Os investigadores descobriram que Mariana e Vitor tinham passagens compradas para sair do país e conseguiram localizá-los no aeroporto de Sinop antes do embarque.
Os dois foram presos e encaminhados para os procedimentos legais.
Enquanto o casal era localizado no aeroporto, outras equipes cumpriam mandados em escritórios e imóveis ligados aos investigados em Sinop e Sorriso. Ao final da operação, os sete alvos dos mandados de prisão foram encontrados.
Investigação continua
A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar a participação individual de cada suspeito, dimensionar o prejuízo causado às vítimas e descobrir o destino dos valores movimentados durante as negociações.
As diligências também buscam identificar possíveis novas vítimas e verificar a existência de outros crimes relacionados ao esquema.
Fonte: G1MT
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