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Após 38 anos, chacina de Juara volta ao Tribunal do Júri em Sinop

Um grupo de pessoas teria invadido a Cadeia Pública de Porto dos Gaúchos, retirado três acusados de latrocínio e executado-os na Praça dos Colonizadores, em Juara

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Escrito por Grupo Amplitude de Comunicação - Juara

27 MAI 2026 - 09H34 (Atualizada em 27 MAI 2026 - 10H14)

O Tribunal do Júri da Comarca de Sinop realizará no próximo dia 2 de junho de 2026 o julgamento de sete acusados de envolvimento na “Chacina de Juara”, crime ocorrido em janeiro de 1988, onde um grupo de pessoas teria invadido a Cadeia Pública de Porto dos Gaúchos (663 km a médio-norte de Cuiabá), retirado três acusados de latrocínio e executado-os na Praça dos Colonizadores, em Juara.

O julgamento ocorrerá na 1ª Vara Criminal de Sinop, em sessão híbrida, quase quatro décadas após os fatos. Segundo os autos, Ademir Marques Ramos, Luiz Carlos Andrade dos Santos e João Batista da Silva foram presos à época apontados como responsáveis por matarem um taxista.

Ele acabaram presos pela polícia, porém, foram retirados por populares da cadeia e levados de volta para Juara, onde foram torturados e posteriormente assassinados em praça pública, mediante extrema violência, com utilização de facões, foices, marretas, machados e pedaços de madeira.

Os corpos foram expostos em local público, episódio que gerou enorme repercussão social e jurídica à época. Os réus que irão a julgamento são: Hildo Deodato Siqueira; Hilton Giocondo Saporski; Adão Rodrigues; Jonas Dante; Agapito Generoso Batista; Sergio Gaspar Branco; Donizete Aparecido Silva, este último julgado à revelia.

O caso chegou a envolver dezenas de denunciados ao longo dos anos. Parte dos acusados já foi absolvida em julgamentos anteriores, outros tiveram a punibilidade extinta ou foram impronunciados por ausência de provas robustas. Em razão da forte repercussão regional do episódio, o processo foi levado para Sinop, buscando garantir maior imparcialidade e segurança aos julgamentos.

A sessão será aberta ao público, e a defesa dos acusados será realizada pela Defensoria Pública, e os advogados criminalistas Bruno Hintz, Maely Marques, Sônia Mara de Carvalho, Vanessa Cobos e Jorge Balbino, profissionais que atuarão no plenário do Tribunal do Júri em defesa das teses apresentadas nos autos.

Fonte: RD News

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