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Segundo maior produtor de etanol do país, MT estuda implantação de duto para escoar produção a outros Estados

A projeção para a safra 2025/2026 aponta que a produção de etanol de milho em Mato Grosso deve alcançar aproximadamente 5,98 bilhões de litros em 2026.

Escrito por Samantha Quinzani

02 JAN 2026 - 17H56

Mato Grosso, segundo maior produtor de etanol do Brasil, iniciou a elaboração de um estudo para a implantação de um etanolduto, com o objetivo de escoar a produção estadual de forma mais eficiente e competitiva para outros Estados. A proposta busca reduzir custos logísticos e ampliar a capacidade de transporte do setor.

O sistema funcionaria por meio de tubulações semelhantes às de um oleoduto, conectando usinas e centros produtores aos mercados consumidores fora do estado. O tema foi discutido recentemente em reunião entre dirigentes de 11 grandes indústrias de etanol à base de milho — integrantes do Sindicato das Indústrias de Bioenergia do Estado de Mato Grosso (Bioind) —, o governador Mauro Mendes e o vice-governador Otaviano Pivetta.

A expectativa do setor é de crescimento contínuo. A projeção para a safra 2025/2026 aponta que a produção de etanol de milho em Mato Grosso deve alcançar aproximadamente 5,98 bilhões de litros em 2026. Segundo as indústrias, o estado tem potencial para ampliar ainda mais sua participação no mercado nacional, desde que haja investimentos em infraestrutura e garantia de segurança jurídica.

Durante o encontro, o governador Mauro Mendes destacou que a logística é um dos principais gargalos para a competitividade do setor. “Um dos grandes desafios de Mato Grosso é o custo logístico. Enfrentar esse problema é fundamental para garantir que um setor que cresce tanto continue competitivo e atraente para novos investimentos”, afirmou.

Mendes também reforçou a importância estratégica da bioenergia para a economia estadual e o compromisso do governo com o diálogo permanente com o setor produtivo. “O sucesso de vocês é o sucesso do Estado. O governo precisa facilitar, colaborar e sentar à mesa para construir soluções conjuntas. A bioenergia é estratégica hoje e será ainda mais importante no futuro”, disse.

Outro ponto debatido foi a necessidade de estruturar políticas públicas voltadas à biomassa e à bioeconomia, com visão de longo prazo. Atualmente, o setor enfrenta déficit desse insumo, essencial para o funcionamento das indústrias de bioenergia, o que reforça a importância do planejamento, de incentivos à produção e da segurança no abastecimento.

Fonte: GOV MT

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Por Samantha Quinzani, em Economia

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