O Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira, 2 de novembro, foi marcado por momentos de fé, saudade e homenagens no Cemitério Municipal de Juína. Ao longo do dia, familiares e amigos estiveram no local para visitar os túmulos de pessoas queridas que já faleceram, levando flores, acendendo velas e dedicando momentos de oração e reflexão.
Para dona Nilda, a visita ao cemitério é um compromisso que faz questão de manter. Ela conta que costuma comparecer ao local mais de uma vez ao ano para homenagear aqueles que partiram.
“Para mim é muito importante, porque a pessoa se vai e a gente também vai um dia. Todo ano eu venho, às vezes duas vezes, e hoje vim queimar uma vela e trazer uma flor para as pessoas que já se foram”, relatou.
Além das homenagens, ela destacou que a data também representa uma oportunidade para refletir sobre a vida e a morte, lembrando que todos passarão por esse momento.
Entre os visitantes, a emoção também foi marcada por histórias de perdas recentes. Jean Pontes esteve no cemitério para recordar o filho Arthur, que morreu há aproximadamente um ano e meio. Segundo ele, apesar do tempo transcorrido, a sensação é de que a perda aconteceu recentemente.
“Do ponto de vista do tempo, já passou bastante, mas para a gente ainda parece que foi ontem”, declarou.
Jean explicou que a visita ao túmulo do filho faz parte de sua rotina e não acontece apenas em datas comemorativas. Ele procura reservar um momento diariamente para estar no local, demonstrando o cuidado e o amor de pai que permanecem mesmo após a partida.
“Eu não venho para ver ele, eu venho para lembrar desse momento que a gente teve, das risadas, de tudo que a gente passou nesses 13 anos. E, ao mesmo tempo, dizer a Deus obrigado por ter permitido ser pai e cuidar de um anjo tão especial, que é o Arthur”, emocionou-se.
O pai também destacou que a fé tem sido fundamental para enfrentar a saudade e seguir em frente. Para ele, a esperança de um reencontro na vida eterna é o que mantém a caminhada.
“Estamos caminhando um dia de cada vez, e a única esperança é que um dia a gente vai se encontrar de novo e não vai mais haver separação”, afirmou.
Durante a movimentação no cemitério, a AME também participou da programação com uma feirinha de flores e venda de velas, oferecendo produtos aos visitantes e arrecadando recursos para a instituição.
O representante da entidade Alcir nascimento, destacou a importância da participação da comunidade e agradeceu às pessoas que prestigiaram a iniciativa.
“Para nós, como AME, é um prazer muito grande estar nesse dia tão especial, de prestar homenagens àqueles que estiveram com a gente em vida. É gratificante atender a população com a nossa feirinha de flores e a venda de velas”, explicou.
Segundo a organização, todo o valor arrecadado será destinado à AME, contribuindo para benefícios e melhorias voltadas à população.
A programação religiosa também fez parte das homenagens do Dia de Finados, com a realização de uma missa especial no Cemitério Municipal, presidida pelo bispo diocesano Dom Neri José Tondello.
Durante a celebração, o religioso ressaltou a importância da oração pelos falecidos e destacou que a data, além de representar saudade, também é um momento de esperança para os cristãos.
“É o dia de matar a saudade, derramar a lágrima, levar a flor, levar uma vela como carinho, como lembrança e como gratidão para com aqueles que nos precederam nas moradas eternas”, afirmou.
Dom Neri também enfatizou que a celebração aponta para a esperança da ressurreição e da vida eterna, lembrando que a fé em Jesus Cristo fortalece os fiéis diante da separação provocada pela morte.
O bispo convidou os presentes a viverem os ensinamentos cristãos no cotidiano, cultivando a amizade, a paz, o amor, a misericórdia e o perdão.
O Dia de Finados, mais uma vez, transformou o Cemitério Municipal de Juína em um espaço de encontro entre lembranças, lágrimas, orações e esperança, reunindo pessoas que mantêm viva a memória daqueles que fizeram parte de suas histórias.
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