Mato Grosso conquistou 15 novos mercados internacionais nos últimos dois anos, reforçando a pauta exportadora do estado. A informação foi divulgada neste domingo (22) pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Em 2023, o estado exportava para 148 países. Já em 2025, esse número subiu para 164, conforme dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Na comparação direta entre 2023 e 2025, 23 novos países passaram a importar produtos mato-grossenses. Por outro lado, oito destinos que apareciam na base anterior deixaram de constar neste ano. O saldo final é positivo, com 15 novos mercados consolidados.
Entre os novos compradores estão Bulgária, Bósnia e Herzegovina, Camarões, Cazaquistão, Chipre, Croácia, Eslováquia, Ucrânia, Zimbábue, Madagascar, Malta, Papua Nova Guiné e Turcomenistão, além de outros mercados da África, Leste Europeu, Ásia Central e Pacífico.
Apesar da ampliação, a economia do estado ainda segue concentrada, com cerca de 40% da atividade ligada à agricultura e pecuária. A produção industrial, por sua vez, é composta majoritariamente pelo setor de alimentos (aproximadamente 50%) e biocombustíveis (10%).
A estratégia de diversificação ganhou ainda mais força após o tarifaço contra produtos brasileiros imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump, medida que impactou o comércio internacional e forçou a busca por novos parceiros.
Durante o primeiro ciclo de tarifas, o estado ampliou as vendas de carne bovina para Argentina, Uruguai e também para a China, que segue como principal destino das exportações mato-grossenses, concentrando cerca de 54,8% das compras no ano passado, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Pelo segundo ano consecutivo, a pecuária bateu recorde, ultrapassando sete milhões de bovinos abatidos em 2025, alta de 1,44% em relação a 2024.
Para os próximos anos, a expectativa do setor produtivo está voltada ao acordo entre Mercosul e União Europeia, que pode criar a maior zona de livre comércio do mundo. O tratado deve garantir redução de tarifas, ampliação de mercados, acesso a novas tecnologias e estímulo à agroindustrialização, além de derrubar barreiras que hoje encarecem os produtos processados.
Fonte: G1MT
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