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Com maior rebanho bovino do país, pecuaristas de MT criticam sobretaxa da China sobre a carne

O governo chinês informou que, a partir de 1º de janeiro de 2026, passará a cobrar uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que excederem as cotas estabelecidas para países fornecedores, como Brasil, Austrália e Estados Unidos

Escrito por Samantha Quinzani

02 JAN 2026 - 17H46

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifestou preocupação, na quarta-feira (31), com a sobretaxa anunciada pela China sobre a carne bovina brasileira e alertou que a medida pode gerar impactos em toda a cadeia produtiva, atingindo diretamente o bolso do pecuarista.

O governo chinês informou que, a partir de 1º de janeiro de 2026, passará a cobrar uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que excederem as cotas estabelecidas para países fornecedores, como Brasil, Austrália e Estados Unidos. A sobretaxa deve vigorar por um período de três anos.

A medida acende um alerta em Mato Grosso, que possui um rebanho estimado em quase 34 milhões de cabeças, um dos maiores do Brasil. Segundo a Acrimat, frigoríficos exportadores já demonstraram preocupação com os efeitos da decisão chinesa sobre toda a cadeia produtiva.

A entidade citou como exemplo recente as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos, no início do ano, durante o governo de Donald Trump. “Sabemos que qualquer incidente, seja sanitário ou econômico, impacta negativamente no bolso do pecuarista, que acaba pagando toda a conta. O último exemplo foi o tarifaço dos EUA, quando os preços da arroba despencaram por conta de um único importador”, afirmou a associação.

Apesar do cenário, o setor vem registrando números expressivos. Em novembro, Mato Grosso alcançou um recorde nas exportações de carne bovina, superando 112 mil toneladas, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A China segue como o principal destino da carne bovina mato-grossense, respondendo por 54,8% das exportações do produto em 2025, segundo o Imea.

A Acrimat ressaltou que os grandes exportadores brasileiros têm capacidade de redirecionar o volume excedente para outros mercados, evitando prejuízos ao produtor rural. A entidade também destacou a expectativa de apoio do governo federal, especialmente aos pecuaristas que atuam diretamente na produção, e não apenas às empresas exportadoras.

Fonte: G1MT

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Por Samantha Quinzani, em Agro

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