Em Mato Grosso, mesmo com o avanço tecnológico e a intensa rotina do campo, o clima continua sendo um fator fora do alcance dos produtores. Em uma fazenda de Ipiranga do Norte, as chuvas frequentes atrasam a colheita e obrigam os agricultores a aguardarem dias de sol para retomar os trabalhos.
O produtor Ignácio Shevenski explica que a colheita é uma operação complexa, envolvendo equipes contratadas, transporte e máquinas funcionando em ritmo acelerado. Quando as chuvas aparecem de forma inesperada, toda a rotina dos operadores é afetada.
Lindomar Veloso, operador de máquinas agrícolas há duas décadas, vive na fazenda com a esposa, responsável pela cantina. Ele conta que o dia começa cedo: “Tomamos café da manhã, depois pego o ônibus para o serviço e início a manutenção das máquinas, deixando tudo pronto para o trabalho”.
Segundo Lindomar, no passado era comum colher de 20 a 30 hectares em um bom dia. Hoje, com clima favorável, uma única máquina consegue colher entre 40 e 50 hectares.
Outro operador, José Alfonso Fernandes Junior, destaca que os maquinários atuais, usados tanto na colheita da soja quanto no plantio do milho, contam com tecnologias que otimizam desde a qualidade dos grãos até a produtividade.
Ignácio recorda que, antes, adquiria máquinas usadas vindas do Sul, sem cabine e ar-condicionado. Esse cenário mudou: “Agora, se o óleo baixa ou uma mangueira estoura, a máquina avisa. Antes, quebrava e era preciso parar”.
De acordo com o gerente executivo da fazenda, Osvaldo Araujo, os equipamentos modernos contam com GPS e sensores de umidade, que fornecem dados em tempo real e ajudam na tomada de decisão sobre seguir ou não com a colheita.
“Hoje, os maquinários chegam a colher até 1.000 hectares por dia. Além da velocidade, a tecnologia garante também melhor qualidade do produto”, ressalta Araujo.
Fonte: G1MT
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