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Tribunal de Justiça de Mato Grosso mantém concessão de rodovias e nega recurso do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso

Decisão garante continuidade do modelo de privatização de trechos estaduais, autoriza avanço do cronograma e reforça segurança jurídica ao processo de concessão com cobrança de pedágio e investimentos em infraestrutura.

Escrito por Fátima Marques

18 FEV 2026 - 12H00

A decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso trouxe um novo capítulo para o processo de concessão de rodovias estaduais. A Justiça negou o recurso apresentado pelo Tribunal de Contas do Estado e manteve válido o modelo de privatização de trechos da malha rodoviária de Mato Grosso.

O recurso do Tribunal de Contas questionava pontos técnicos do edital de concessão, como critérios financeiros, garantias contratuais e regras previstas para a exploração dos trechos por empresas privadas. O TCE defendia que alguns ajustes deveriam ser feitos antes da continuidade do processo.

No entanto, ao analisar o caso, o Tribunal de Justiça entendeu que não havia ilegalidade que justificasse a suspensão do projeto. Com isso, o processo de concessão segue mantido e pode avançar para as próximas etapas.

A proposta do Governo do Estado prevê a transferência da administração, manutenção e investimentos em determinados trechos rodoviários para a iniciativa privada, por meio de contratos de longo prazo. Em troca, as empresas concessionárias ficam autorizadas a cobrar pedágio, além de assumir obrigações como recuperação do asfalto, ampliação de faixas, implantação de sinalização adequada e prestação de serviços de apoio aos motoristas.

A justificativa do governo é que o modelo de concessão permite acelerar investimentos e melhorar a qualidade das estradas, especialmente em regiões estratégicas para o escoamento da produção agrícola e transporte de cargas. Mato Grosso é um dos maiores produtores de grãos do país, e a infraestrutura rodoviária é considerada essencial para a competitividade econômica do estado.

Por outro lado, o debate envolve preocupações quanto ao valor das tarifas de pedágio e ao impacto direto no bolso de motoristas, caminhoneiros e produtores rurais. A fiscalização dos contratos também é um ponto central, já que caberá ao poder público acompanhar se as empresas irão cumprir os investimentos previstos.

Com a decisão judicial, o processo ganha segurança jurídica e reduz o risco de paralisação imediata. Ainda assim, especialistas avaliam que discussões técnicas podem continuar ocorrendo nos órgãos de controle.

A expectativa agora é que o cronograma de concessões siga normalmente, com a consolidação dos contratos e definição dos prazos para início das obras e operação dos serviços.

A decisão reforça um movimento que vem sendo adotado em vários estados brasileiros: a busca por parcerias com a iniciativa privada como alternativa para modernizar a infraestrutura rodoviária, ampliar investimentos e reduzir a dependência exclusiva de recursos públicos.

Fonte: Por Redação - Grupo Amplitude de Comunicação

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