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Caminhada da Justiça reúne moradores de Juara em clamor por respostas e pela implantação da Politec

A mobilização teve início na Avenida Ayrton Senna e seguiu até a Praça dos Colonizadores, reunindo familiares, amigos e membros da comunidade.

Escrito por Welliton Medeiros

22 FEV 2026 - 20H35

O silêncio tomou conta das ruas, mas a mensagem foi clara e carregada de emoção. No domingo, 22 de fevereiro de 2026, moradores de Juara se uniram na Caminhada da Justiça, um ato público marcado pela dor, pela indignação e pela esperança de que a verdade prevaleça.


A mobilização teve início na Avenida Ayrton Senna e seguiu até a Praça dos Colonizadores, reunindo familiares, amigos e membros da comunidade. O principal objetivo foi reivindicar a implantação da Politec no município, considerada essencial para fortalecer a investigação criminal, além de pedir justiça pela trágica morte do jovem Carlos Eduardo Jesus de Machado, de apenas 20 anos.

Durante o percurso, cada passo representou um pedido coletivo por respostas. Cartazes, orações e olhares marejados deram o tom da caminhada, que se transformou em um espaço de união e solidariedade. Para os participantes, a ausência de estruturas técnicas adequadas compromete a celeridade e a transparência das investigações, aumentando a dor de famílias que aguardam por justiça.


A emoção tomou conta do ato quando familiares do jovem se pronunciaram. A tia, Patrícia Vieira Machado, falou sobre a saudade e o sofrimento que permanecem desde a perda. Em seu relato, destacou que a caminhada não é apenas um protesto, mas um pedido para que Carlos Eduardo não seja lembrado apenas como um número, e sim como um jovem cheio de sonhos e futuro.


Já o pai, Carlos Vieira Machado, emocionou ao transformar o luto em um apelo firme por justiça. Suas palavras ecoaram entre os presentes como um retrato da dor irreparável de um pai que perdeu o filho, mas que segue lutando para que a verdade venha à tona e para que nenhuma outra família enfrente a mesma realidade.

A Caminhada da Justiça reforçou o sentimento de que Juara está unida em um mesmo propósito: cobrar respeito, estrutura e respostas. Mais do que um ato público, a mobilização se tornou um símbolo de memória, resistência e esperança — a esperança de que a justiça alcance todos e que histórias como a de Carlos Eduardo jamais sejam esquecidas.


Fonte: GRUPO AMPLITUDE

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