O Parque Municipal da Lagoa da Garça, em Juína, deverá receber em breve um importante projeto de preservação ambiental e ampliação do acesso da população às áreas de trilhas existentes no local. A iniciativa é desenvolvida por meio de uma parceria entre o Ministério Público e o Instituto Ambiental Rio Perdido (IARP), com apoio da Prefeitura e de outros parceiros.
O projeto prevê a implantação de passarelas elevadas de madeira nas áreas do parque, permitindo que moradores e visitantes possam conhecer o ambiente com menor impacto sobre o solo e a vegetação. As estruturas terão aproximadamente 1,5 metro de largura e 60 centímetros de altura, podendo apresentar diferentes níveis de elevação conforme as características do terreno e a presença de água no subsolo.
Segundo o coordenador técnico do IARP, professor Wagner Smerman, as melhorias contemplarão principalmente as trilhas já existentes, conhecidas como Trilha do Cipó ou da Jiboia e Trilha da Formiga. A proposta também prevê a criação de uma terceira trilha, que deverá conectar a região do quiosque a uma das trilhas existentes.
A intenção é ampliar os caminhos sem comprometer o ambiente natural. As trilhas deverão ser delimitadas e contar com estruturas elevadas, especialmente nas áreas mais úmidas ou alagadas.
Um dos principais objetivos do projeto é garantir acessibilidade ambiental, permitindo que pessoas com deficiência, incluindo cadeirantes e deficientes visuais, também possam conhecer e vivenciar o espaço.
Além das estruturas físicas, o projeto prevê a criação de uma trilha interativa, com levantamento e catalogação das espécies encontradas no parque. A proposta inclui árvores, aves, animais, répteis, anfíbios e outros seres vivos presentes na área.
Ao longo do percurso, deverão ser instalados QR Codes, permitindo que os visitantes tenham acesso, pelo celular, a informações sobre a biodiversidade encontrada no local. Dessa forma, a trilha poderá funcionar também como um espaço de educação ambiental.
O projeto ainda prevê a instalação de mais placas informativas no entorno do parque, reforçando que o espaço é público e que a preservação depende da participação de toda a comunidade.
Outra medida prevista é a instalação de recipientes para o descarte adequado de resíduos, com o objetivo de reduzir a quantidade de lixo deixada irregularmente no parque.
De acordo com Wagner Smerman, o projeto vinha sendo planejado há algum tempo, mas dependia da regularização documental do parque para que as intervenções pudessem avançar.
Com a organização da documentação, o IARP e o Ministério Público deram continuidade à proposta. Parte dos recursos já foi viabilizada junto à Promotoria, enquanto a Secretaria de Obras contribuiu com a doação de madeira retirada de antigas pontes que estão sendo substituídas por estruturas mais modernas.
O material, no entanto, não será suficiente para toda a construção. Por isso, o instituto busca novos parceiros para ampliar as doações. A madeireira CAPEC já contribuiu com parte das estruturas de madeira, e novas parcerias estão sendo articuladas para garantir o restante do material necessário.
A expectativa é que, com a união entre poder público, instituições e iniciativa privada, o Parque Municipal da Lagoa da Garça possa oferecer uma estrutura mais adequada para visitação, preservação ambiental, educação e contato da população com a natureza.
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