Uma roda de conversa reuniu estudantes e profissionais da educação da Escola Francisco Sampaio, no Distrito de Paranorte, nesta segunda-feira (31), último dia de agosto, para tratar de um tema que atravessa gerações: a violência contra a mulher.
A ação foi conduzida pela equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), vinculado à Secretaria de Assistência Social e Trabalho, e encerrou o calendário de atividades do Agosto Lilás em Juara neste ano.
Ao longo do mês, a equipe do CREAS intensificou uma agenda que já é permanente. Foram realizadas palestras, encontros e rodas de conversa em mercados, farmácias, escritórios de serviços e órgãos governamentais da cidade.
O trabalho também chegou às ruas centrais, com pontos de informação que levaram orientações sobre prevenção e combate à violência doméstica a quem passava pelo local. Escolas de diferentes regiões do município, como a Escola Rui Barbosa, no Distrito de Catuaí e outras escolas dentro do perímetro urbano também receberam a equipe durante o mês.
Em Paranorte, a atividade repetiu o formato que vem sendo aplicado nas demais unidades: uma conversa direta com os estudantes sobre os tipos de violência previstos em lei e os canais disponíveis para pedir ajuda.
Trabalho de prevenção continua o ano todo
Agosto concentrou a agenda, mas o atendimento do CREAS não para. A equipe segue disponível durante todo o ano para escolas, comércios e famílias que queiram agendar uma roda de conversa ou buscar orientação.
A campanha é instituída pela Lei nº 14.448/2022, que estabeleceu agosto como o mês nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. A data foi escolhida por marcar o aniversário da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), sancionada em 7 de agosto de 2006 e considerada o principal marco legal de proteção às mulheres no Brasil, em 2026, a legislação completa 20 anos.
Sobre o Agosto Lilás
A cor lilás remete historicamente ao movimento feminista e à luta pela igualdade de gênero, incluindo a mobilização pelo voto feminino.
A Lei Maria da Penha reconhece cinco tipos de violência contra a mulher:
Física: ofensas à integridade ou à saúde corporal da mulher.
Psicológica: humilhações, ameaças, isolamento ou manipulação que causem dano emocional.
Sexual: forçar relações, impedir o uso de contraceptivos ou obrigar ao aborto sem consentimento.
Patrimonial: retenção, subtração ou destruição de bens, documentos, dinheiro ou instrumentos de trabalho.
Moral: condutas que configuram calúnia, difamação ou injúria contra a mulher.
Canais de denúncia e orientação
Disque 180 — Central de Atendimento à Mulher (ligação gratuita e sigilosa, 24 horas)
CREAS Juara: (66) 99991-8772
Patrulha Maria da Penha – Juara: (66) 99910-1589
Polícia Militar: 190
Fonte: Prefeitura de Juara
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