O mês de agosto deve ser marcado por temperaturas acima da média e baixa umidade em Mato Grosso. Apesar do desconforto causado pelo calor e pelo tempo seco para a população, as condições climáticas devem favorecer o avanço da colheita do milho e do algodão de segunda safra, conforme avaliação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Já os produtores de feijão irrigado precisarão reforçar o manejo das lavouras para evitar prejuízos.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a região Centro-Oeste poderá registrar temperaturas de até 2°C acima da média histórica ao longo do mês. Em Mato Grosso, o aquecimento tende a ser mais intenso nas regiões Norte e Oeste.
A previsão também indica pouca ocorrência de chuvas nos próximos dias, mantendo o padrão típico desta época do ano, com predomínio de tempo seco em praticamente todo o estado.
Segundo a Conab, a combinação entre calor e baixa umidade cria condições favoráveis para a colheita do milho e do algodão de segunda safra. O cenário contribui para a redução da umidade dos grãos e das fibras, favorece a secagem natural da produção e melhora as condições de tráfego das máquinas agrícolas nas áreas de cultivo.
Além disso, a ausência de chuvas reduz as interrupções nas operações em campo, facilita o planejamento da logística e minimiza a compactação superficial do solo provocada pelo deslocamento de equipamentos.
Por outro lado, as lavouras de feijão irrigado exigirão atenção redobrada. Com as temperaturas mais elevadas, aumenta a necessidade de água para o desenvolvimento da cultura, tornando essencial o ajuste da irrigação, tanto na quantidade quanto na frequência das aplicações, para preservar a produtividade.
Como referência para o cenário em Mato Grosso, a Conab utilizou informações do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO) para o município de Sorriso, um dos principais polos produtores de milho de segunda safra do país.
Os dados apontam 84,1% de probabilidade de ocorrência de pelo menos sete dias consecutivos favoráveis à colheita no fim de julho. No primeiro decêndio de agosto, essa probabilidade permanece elevada, chegando a 77,6%.
Para janelas de, no mínimo, cinco dias aptos às operações de colheita, a probabilidade é de 88,2% no fim de julho e de 82,8% no início de agosto. Segundo o Inmet, esse cenário contribui para ampliar a previsibilidade das atividades agrícolas e otimizar o planejamento logístico dos produtores rurais.
Fonte: G1MT
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