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Fernanda Montenegro diz que Bolsonaro e seu governo são trágicos e que não votará

Fernanda foi eleita imortal da Academia Brasileira de Letras no final do ano passado e, na ocasião, não poupou críticas ao presidente Jair Bolsonaro, tampouco ao ex-presidente Lula, ao discutir o cenário político do Brasil

Data: Segunda-feira, 21/03/2022 15:09
Fonte: NOTICIAS AO MINUTO

A atriz Fernanda Montenegro, imortal da Academia Brasileira de Letras, disse que não votará nas próximas eleições e que o governo atual, de Jair Bolsonaro, é trágico.

"Hoje a esperança, mais do que nunca, tem que ser ativa. Estamos com esse trágico governo, um presidente que faz como símbolo da sua atividade presidencial uma mão [faz o gesto de Jair Bolsonaro] que é uma arma ou o sexo de um homem. É um emblema sórdido", disse ela em entrevista à revista Ela, do jornal O Globo.

"Esse homem só está no poder porque todos os governos que o precederam, embora mais simpáticos, mais democratas, não fizeram o suficiente. Dou como exemplo as favelas. É uma herança. Por que não tiraram esse homem do poder? A carência social não deveria estar tão potente."

Questionada como se muda esse cenário de carência social, a atriz afirmou que não sabia, e que pensa que "Brasília é um país que coloniza o Brasil".

Ela disse ainda que o que há de mais simbólico nesse governo foi o fim da cultura das artes. "Não tem governo radical que não pare a cultura das artes. Mas estamos nas catacumbas, vivos. E não estamos extinguidos."

Fernanda foi eleita imortal da Academia Brasileira de Letras no final do ano passado e, na ocasião, não poupou críticas ao presidente Jair Bolsonaro, tampouco ao ex-presidente Lula, ao discutir o cenário político do Brasil e a corrida eleitoral que se aproxima com este jornal.

"Estamos vivendo um momento complicadíssimo, porque esse horror [Bolsonaro] quer continuar, e o outro [Lula], apesar de ter sido bastante interessante, quer voltar. Mas com quem? Com o quê? Com qual atendimento político honesto e sadio, sem ter que comprar votos para continuar, por exemplo?", disse ela em novembro. "[Se o Lula voltar], seria como uma reeleição."