Uma mulher de 36 anos viveu momentos de medo na noite desta quinta-feira, após relatar ter sido ameaçada com um canivete pelo próprio companheiro, em Juína (MT). A vítima conseguiu fugir do veículo em que estava com o homem e procurou ajuda em um estabelecimento comercial da cidade.
De acordo com o sargento Catarino, do 20º Batalhão da Polícia Militar, a equipe foi acionada após funcionários de uma loja da John Deere relatarem que uma mulher havia entrado no estabelecimento bastante nervosa, fugindo de um homem que foi atrás dela. Os funcionários impediram que ele prosseguisse em direção à vítima.
Quando os policiais chegaram, a mulher relatou que havia discutido com o companheiro por ciúmes. Segundo o relato, durante o trajeto de carro, ele teria feito ameaças utilizando um canivete e passado a dirigir em zigue-zague. Nas proximidades da loja, ela conseguiu descer do veículo e pedir ajuda.
Ainda conforme a Polícia Militar, a vítima afirmou que não era a primeira vez que sofria violência por parte do companheiro, relatando episódios anteriores de agressões físicas e ameaças. Ela também informou que o homem possuía armas de fogo.
Após o atendimento inicial, os policiais realizaram diligências para localizar o suspeito. Como ele já havia deixado o estabelecimento, a equipe seguiu até a residência do casal. Inicialmente, o homem teria resistido a abrir o portão, mas, após diálogo com os policiais, permitiu a entrada da equipe no imóvel e foi abordado sem reagir.
Durante as buscas na residência, foram localizadas duas armas de fogo: uma pistola calibre 9 milímetros, que estava municiada, e uma arma calibre 12. Também foram encontradas munições. Segundo o sargento Catarino, o suspeito apresentou documentação referente às armas, mas não possuía documentos de algumas munições.
O armamento e as munições foram recolhidos e encaminhados à delegacia, juntamente com o suspeito, para as providências cabíveis.
Segundo a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada inicialmente como ameaça no contexto de violência doméstica. As agressões físicas mencionadas pela vítima teriam ocorrido em outras datas e também seriam relatadas no histórico da ocorrência.
Apesar de não apresentar ferimentos aparentes no momento do atendimento, a mulher estava bastante nervosa e assustada, conforme informou o sargento.
O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.
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