Uma mulher, identificada como Sirlei Gomes de Oliveira, foi morta a tiros na tarde deste domingo (9), em uma propriedade rural de Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 quilômetros de Cuiabá. O principal suspeito do crime é o marido da vítima, que fugiu após o assassinato e ainda não havia sido localizado até a última atualização.
Segundo as informações repassadas pela polícia, o homem teria efetuado diversos disparos contra Sirlei. Mesmo atingida, ela conseguiu correr até a residência de um vizinho, mas caiu no local e morreu devido aos ferimentos.
Dois filhos do casal, de 10 e 14 anos, teriam presenciado o assassinato. O terceiro filho, de 17 anos, não estava na residência no momento do crime. O Conselho Tutelar foi chamado para acompanhar as crianças e tomar as providências necessárias para garantir a proteção delas.
Conforme as informações iniciais, a avó dos adolescentes, apontada como familiar mais próxima, mora no estado de Goiás.
Após os disparos, o suspeito deixou o local e fugiu. Equipes da Polícia Militar realizam buscas na região na tentativa de encontrá-lo.
Durante as diligências na residência do homem, os policiais localizaram três armas de fogo: uma garrucha, uma carabina e uma espingarda. Os armamentos foram apreendidos e serão encaminhados para análise pericial.
Uma quarta arma, que seria um revólver calibre .22, teria sido levada pelo suspeito. A polícia trabalha com a possibilidade de que esse armamento tenha sido utilizado para matar Sirlei, mas a informação ainda deverá ser confirmada pela perícia.
A Polícia Civil também esteve na propriedade e realizou o isolamento da área para preservar possíveis vestígios. Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para realizar os procedimentos necessários.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil. A motivação e as circunstâncias que levaram ao crime ainda serão esclarecidas.
🚨 Como buscar ajuda em casos de violência doméstica?
Em Mato Grosso, uma das ferramentas disponíveis para auxiliar mulheres vítimas de violência doméstica é o aplicativo SOS Mulher MT. A plataforma possui o chamado Botão do Pânico, que permite solicitar ajuda em situações de emergência, especialmente quando o agressor descumpre uma medida protetiva.
Atualmente, o Botão do Pânico virtual está disponível em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.
Nos demais municípios de Mato Grosso, o aplicativo oferece outros serviços, como acesso à solicitação de medida protetiva pela internet, telefones de emergência, localização das Delegacias da Mulher, informações sobre o Plantão 24 horas, canais para denúncias de violência doméstica e acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências.
O que determina a Lei Maria da Penha?
Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha criou mecanismos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra mulheres.
A legislação considera violência doméstica e familiar qualquer ação ou omissão baseada no gênero que provoque morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, além de dano moral ou patrimonial.
De acordo com o Instituto Maria da Penha, a violência pode ser classificada em cinco tipos:
Violência física: ocorre quando há qualquer ação que prejudique a integridade ou a saúde física da mulher, como agressões, estrangulamento, cortes e outras formas de violência corporal.
Violência psicológica: envolve atitudes que provocam sofrimento emocional, diminuem a autoestima ou buscam controlar comportamentos e decisões. Ameaças, humilhações, manipulações, isolamento e perseguições são alguns exemplos.
Violência sexual: acontece quando a mulher é obrigada a presenciar, participar ou manter uma relação sexual contra sua vontade. Também inclui impedir o uso de métodos contraceptivos ou obrigar a vítima à prostituição.
Violência patrimonial: envolve a retenção, destruição ou subtração de objetos, documentos, bens, valores ou instrumentos de trabalho da vítima. Controle financeiro e destruição de documentos são exemplos.
Violência moral: compreende situações de calúnia, difamação e injúria, como acusações falsas, exposição da intimidade e comentários que busquem desvalorizar ou humilhar a mulher.
O que são medidas protetivas?
As medidas protetivas são determinações judiciais destinadas a proteger pessoas que estejam em situação de risco ou vulnerabilidade.
Elas podem estabelecer restrições ao agressor, como a proibição de se aproximar ou manter contato com a vítima, além de medidas destinadas diretamente à proteção da mulher, de seus familiares e de seus bens.
Quem pode pedir proteção?
Qualquer mulher vítima de violência doméstica ou familiar pode solicitar uma medida protetiva, independentemente do tipo de violência sofrida.
Onde solicitar a medida?
O pedido pode ser feito em delegacias, no Ministério Público ou na Defensoria Pública. Para solicitar a proteção, a mulher não precisa estar acompanhada de advogado.
Fonte: G1MT
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Segundo Carlos Henrique, vítima teria sido executada por dois homens após se envolver em uma ocorrência de violência doméstica; suspeitos foram presos em flagrante e confessaram o homicídio, conforme a Polícia Civil.
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