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Advogado é preso suspeito de entregar cliente a facção após conseguir soltura em MT

Jovem de 25 anos foi encontrado morto um dia após deixar a prisão; investigação aponta que ele foi torturado e executado a tiros e facadas.

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Escrito por Samantha Quinzani

14 OUT 2026 - 18H04

Um advogado foi preso nesta quarta-feira (14), em Cuiabá, suspeito de envolvimento no assassinato de Gabriel Martins Pereira, de 25 anos, ocorrido em novembro de 2024. Segundo a Polícia Civil, Ênio Martimiano da Cunha Júnior teria levado o cliente até integrantes de uma facção criminosa após conseguir sua liberação da prisão.

As investigações apontam que membros do grupo criminoso suspeitavam que Gabriel havia fornecido informações às forças de segurança sobre um esconderijo onde foram encontrados mais de 100 quilos de drogas. No entanto, conforme a Polícia Civil, não foram identificados indícios de que o jovem tenha feito a denúncia.

A prisão do advogado faz parte da Operação Silenciar, conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ao todo, quatro pessoas são investigadas pelo crime. Dois suspeitos já estavam presos por outros delitos, enquanto outro investigado, apontado como integrante da facção e responsável pela função de “disciplina” na época, continua foragido.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Gabriel havia sido detido pela Polícia Militar com pequenas quantidades de drogas. Durante a ocorrência, os policiais receberam informações sobre outro endereço utilizado para esconder entorpecentes, onde localizaram mais de 100 quilos da substância.

Após analisar a situação, a equipe policial concluiu que não havia elementos suficientes para manter o jovem preso em flagrante e determinou sua liberação.

Segundo a investigação, depois de deixar a prisão, Gabriel foi levado pelo advogado a outro local. No trajeto, outras duas pessoas entraram no veículo. Na manhã seguinte, o jovem foi encontrado morto.

O exame pericial apontou que Gabriel foi submetido a tortura antes de ser assassinado. A vítima sofreu 16 disparos de arma de fogo e 15 golpes de faca. Para os investigadores, o homicídio teria sido cometido como forma de intimidar outras pessoas da região.

A Polícia Civil informou que os quatro investigados foram indiciados e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Os mandados foram cumpridos nesta quarta-feira, com exceção do que se refere ao suspeito que permanece foragido. A prisão do advogado foi acompanhada por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT).

O delegado destacou que a investigação trata de uma suposta participação individual do profissional e não representa a categoria da advocacia. As diligências continuam para localizar o investigado que ainda não foi encontrado.

Fonte: G1MT

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Por Samantha Quinzani, em Polícia

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