O crime aconteceu por volta das 22h30, no bairro Porto Seguro, e teve como vítimas três pessoas, entre elas uma mulher de 73 anos, que possui problemas de saúde.
De acordo com o delegado Jeremias Ferreira, três criminosos invadiram a residência, mediante grave ameaça e utilizando uma arma de fogo. As vítimas foram rendidas e amarradas com abraçadeiras plásticas, conhecidas como “enforca-gato”, sendo posteriormente levadas para um cativeiro localizado em uma área de mata às margens do Rio Arinos.
Segundo as informações apuradas inicialmente pela Polícia Civil, as vítimas permaneceram no local por aproximadamente seis horas, entre 22h30 e 4h30 ou 5h da manhã, sob constantes ameaças dos criminosos.
Após os suspeitos deixarem o cativeiro, uma das vítimas conseguiu se soltar e libertar as demais. Em seguida, a Polícia Militar foi acionada e iniciou imediatamente as diligências para localizar os envolvidos.
Dois adolescentes são apreendidos
Durante as buscas, as forças de segurança conseguiram localizar dois adolescentes suspeitos de participação no crime. Eles foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil.
Uma arma de fogo que teria sido utilizada durante o roubo também foi localizada e apreendida. Na sequência das diligências, a Polícia Civil recuperou parte dos objetos levados das vítimas na residência de um dos adolescentes.
Conforme o delegado, os dois adolescentes já possuíam registros anteriores relacionados a atos infracionais. Um deles, segundo a autoridade policial, possui antecedentes envolvendo atos infracionais graves, incluindo investigação relacionada a homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. O segundo também possui registros relacionados a crimes patrimoniais, como furto e roubo.
Diante da gravidade do caso e da reincidência apontada nas investigações, a Polícia Civil representou pela internação provisória dos dois adolescentes.
O procedimento foi concluído e encaminhado ao Ministério Público, por meio da Promotoria da Infância e da Juventude, e à Vara da Infância e da Juventude de Juara, que deverão analisar a manutenção da apreensão dos adolescentes.
Perícias e novas diligências
As investigações continuam para esclarecer toda a dinâmica do crime, identificar os demais envolvidos e localizar outros bens subtraídos.
A Polícia Civil também requisitou exames periciais à Politec, tanto nas vítimas, para avaliação de possíveis lesões, quanto nos locais relacionados à ocorrência, incluindo a residência onde o roubo teve início e o ponto utilizado como cativeiro.
Um veículo levado das vítimas durante o crime ainda não havia sido localizado até o momento da entrevista.
Comparsas continuam sendo procurados
Durante as diligências, os adolescentes apreendidos teriam indicado a participação de outros dois comparsas. Segundo o delegado, entretanto, até o momento esses suspeitos ainda não foram formalmente qualificados pela Polícia Civil.
As investigações seguem com o objetivo de identificar os demais envolvidos, localizar o veículo e recuperar os objetos que ainda não foram encontrados.
Cativeiro ficava em área conhecida pelos suspeitos
Questionado sobre o local utilizado para manter as vítimas, o delegado informou que os suspeitos conheciam a região. O cativeiro ficava em uma área de mata, às margens do Rio Arinos, em um ponto que também é conhecido e frequentado por moradores de Juara.
A Polícia Civil deverá apurar se o local já vinha sendo utilizado pelos envolvidos ou se foi escolhido especificamente para a prática do crime. Até o momento, conforme as informações divulgadas, não há confirmação de que o espaço estivesse previamente preparado para o cárcere.
As autoridades reforçam que as investigações permanecem em andamento e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das diligências e a conclusão dos procedimentos periciais.
Fonte: PJC
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