Segundo o oficial, os trabalhos começaram ainda na tarde do dia anterior, quando a equipe do Corpo de Bombeiros de Juara foi acionada por volta das 15h30 para atender a ocorrência de um possível afogamento. A primeira etapa consistiu no levantamento de informações e na identificação do último ponto onde a vítima havia sido vista, procedimento considerado essencial para o planejamento das buscas.
Com a necessidade de uma equipe especializada, o comando regional deslocou mergulhadores de Campo Novo do Parecis e Juína para reforçar a operação. Na manhã seguinte, os militares iniciaram os mergulhos tendo como referência o local indicado pelas testemunhas.
Técnicas de mergulho precisaram ser adaptadas
De acordo com o tenente Perdigão, as condições do rio exigiram mudanças na estratégia de busca. Inicialmente, os mergulhadores utilizaram a técnica presa por cabo, método empregado para garantir maior segurança durante operações subaquáticas.
Entretanto, a grande quantidade de troncos, galhos, pedras e vegetação submersa fazia com que os cabos ficassem constantemente enroscados, comprometendo a eficiência da operação.
Diante da situação, a equipe optou pelo mergulho livre. Cerca de uma hora e meia após o início das buscas, o cabo Calazans localizou o corpo da vítima deitado sobre um banco de areia no fundo do rio. Após o resgate, a equipe permaneceu no local aguardando a chegada das autoridades responsáveis pelos procedimentos legais.
Corpo permaneceu próximo ao local do desaparecimento
O oficial explicou que, apesar das dúvidas iniciais sobre o ponto exato onde o jovem havia desaparecido, o corpo foi encontrado muito próximo do último local indicado pelas testemunhas.
Segundo ele, a vítima estava a poucos metros da referência inicial, em uma região conhecida como rebojo, onde as características da correnteza favoreceram que o corpo permanecesse praticamente no mesmo local em que afundou.
"Onde ele afundou, muito provavelmente permaneceu. Se tivesse caído um pouco mais próximo da correnteza principal, poderia ter sido levado pela força da água", explicou o tenente.
Bombeiros alertam para os riscos do Rio Arinos
Durante a entrevista, o segundo-tenente também fez um alerta sobre os perigos existentes no trecho do Rio Arinos onde ocorreu o acidente.
Segundo ele, a área aparenta ser segura devido à existência de uma faixa rasa próxima à margem. No entanto, poucos metros adiante a profundidade aumenta rapidamente, chegando a cerca de quatro metros. No ponto onde a vítima foi localizada, a profundidade era de aproximadamente seis metros, enquanto durante as buscas os mergulhadores encontraram locais com até 15 metros de profundidade.
Além da profundidade, o fundo do rio possui grande quantidade de pedras, troncos e galhos, aumentando significativamente o risco de acidentes, principalmente para pessoas sem experiência em ambientes aquáticos.
O Corpo de Bombeiros reforça a orientação para que banhistas evitem nadar em locais desconhecidos ou de grande profundidade e respeitem os limites de segurança. A corporação destaca que rios podem esconder obstáculos submersos e apresentar mudanças bruscas de profundidade, fatores que aumentam consideravelmente o risco de afogamentos.
Fonte: CORPO DE BOMBEIROS
Corpo de jovem é localizado no Rio Arinos após operação integrada do Corpo de Bombeiros em Juara
A vítima foi encontrada após uma força-tarefa que reuniu militares especializados em mergulho de diferentes municípios da região.
Curso gratuito ensina mulheres a produzir artesanato indígena em Juara
Mercado em Aquecimento: SINE de Juara disponibiliza 66 vagas de emprego com opções do agro ao comércio local
O mês de julho começou com excelentes perspectivas para os trabalhadores que estão à procura de uma colocação ou recolocação no mercado de trabalho em Juara.
Boleto
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.